sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

in:http://tag.jn.pt/violencia-nao-forma-amar/

A violência não é uma forma de amar
Amar é cuidar. Amar é tratar bem. É elogiar, é acompanhar, é ser carinhoso. É estar ao lado nos bons e maus momentos. É ser feliz. Por isso, a violência não é uma maneira de expressar o amor que se sente por alguém e os ciúmes não são desculpa para atos violentos. Namorar é bonito e não deve ser estragado por comportamentos que não combinam com uma relação de amor. Na próxima quarta-feira, é Dia dos Namorados.
Gritar, chamar nomes pouco simpáticos, apontar defeitos e falhas dia após dia, controlar a roupa que se veste ou os amigos que se tem, aceder às redes sociais sem permissão, são atos violentos que não combinam com o amor.

Saber dizer não
A violência no namoro, como toda a violência, tem por base o controlo, o poder, o domínio, como explica Daniel Cotrim, psicólogo para as áreas de violência doméstica, de género e igualdade e assessor técnico da direção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). “Quem não nos respeita, quem não nos trata bem, não gosta de nós e não nos merece”, afirma.
A privacidade é um bem precioso e, por exemplo, não deves dar acesso às tuas contas nas redes sociais. “É fundamental aprender a dizer não quando não nos sentimos bem, quando estamos a ser privados de liberdade”, diz Daniel Cotrim. “Não deixar que alguém controle alguém”, acrescenta.
Perceber que se é vítima de violência no namoro não é fácil. Mesmo que custe compreender que alguém que amamos seja capaz de fazer mal e magoar, é muito importante contar o que se sente. Partilhar sentimentos, pedir ajuda ao pai, à mãe, a um professor, a um adulto em quem se confie. Confiar é uma forma de proteção.
coracao
Violência social

O teu namorado (ou tua namorada) costuma humilhar-te, envergonhar-te ou dizer mal de ti quando há mais gente à volta, especialmente quando estão presentes os teus amigos e familiares? Já não podes conviver com a tua família ou com os teus amigos como gostarias? O teu telemóvel é confiscado e controlado? O teu email e o teu Facebook são consultados sem a tua autorização? Fotos e mensagens são partilhadas sem a tua autorização? Tudo isto é violência social. Não é amor. 
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Violência psicológica

Não podes vestir determinada peça de roupa, não podes estar à vontade com os teus amigos. Controlar a tua maneira de vestir, o que fazes nos tempos livres ou ao longo dia, ameaçar constantemente que se vai terminar a relação, são manifestações de violência psicológica. 
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Violência física

Quando quem amas te empurra, te agarra, te prende, te bate. É violência sobre o teu corpo e que deixa
 marcas emocionais. Se sentires que estás em perigo, procura alguém de confiança ou um local seguro. 
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Violência sexual

O amor manifesta-se de diferentes maneiras, mas, em momento algum, podes ser obrigado a fazer algo que não queres ou não te sentes à vontade. Forçar carícias ou atos sexuais sem que queiras é uma violência em qualquer circunstância, em qualquer parte do Mundo. O teu telemóvel deve ter contactos importantes a que possas ligar quando precisas de ajuda.

  Sabias que…
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) tem um número disponível (116 006) que presta ajuda. O apoio é gratuito e confidencial, não é preciso dizer o nome.
Um estudo realizado pela UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta – mostra que a violência no namoro está presente nos relacionamentos íntimos com 19% de atitudes de violência psicológica, 15% de perseguição, 11% de atos de violência nas redes sociais, 10% de atitudes de controlo, 6% de violência física e sexual.
Nesse estudo da UMAR, há muitos jovens, rapazes e raparigas, que consideram normais vários atos de violência no namoro. Ou seja, há ainda quem não tenha a noção de que magoar, humilhar, intimidar, fazer sofrer, não são atos violentos, que tudo isso não é amor.
Sara Dias Oliveira


in:http://vodafonefuture.jn.pt/reinventar-educacao-para-enfrentar-o-futuro/

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TONY WAGNER
Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard

Como todos os revolucionários, Tony Wagner eliminou a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.
Tony Wagner é um revolucionário. Mas para isso não precisa de levantar a voz, fazer comícios ou recitar slogans. Ele prefere a análise rigorosa e a honestidade intelectual. Não é em vão que é um dos maiores especialistas do mundo em educação. Diretor do Laboratório de Inovação da Universidade de Harvard, Wagner é assessor de inúmeras instituições educacionais e agências públicas. E quando fala sobre educação, sabe do que está a falar, pois trabalhou como professor do ensino secundário e catedrático. Ou seja, não é um teórico, mas alguém que esteve na sala de aula.
A revolução apresentada por este professor reside na necessidade de mudar o modelo educacional atual para que os jovens possam enfrentar com garantias o futuro que os aguarda. Wagner argumenta que devemos repensar o papel da escola, já que o conhecimento está em todo o lado e acessível a todos, pelo que deixou de ser essencial ter uma pessoa para o transmitir. Assim, bons professores devem mudar o papel que desempenharam até agora para se tornarem a força motriz por trás do talento dos seus alunos. A curiosidade e a criação artística, diz ele, estão inscritas no DNA do ser humano, por isso devemos perguntar-nos o que fazemos de errado com as crianças para que percam essas inquietudes quando se tornam adultos.

Como todo o verdadeiro revolucionário, Tony Wagner baniu a palavra "medo" do seu vocabulário. E incentiva professores, educadores e instituições a fazer o mesmo. Devemos reinventar a educação e dar um sentido moral a tudo o que fazemos.
SUGESTÕES DE LEITURA


COMEMORAÇÃO DO ANO NOVO CHINÊS

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