quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Representação do auto da Barca do Inferno (Frade)

A turma do 9ºD representou para a turma do 8º A
com as professoras, Cristina Barbosa e Célia Carneiro









segunda-feira, 20 de novembro de 2017

EXPOSIÇÃO BESLA

VISITA DE ESTUDO A MAFRA
Comemoração dos 35 anos da publicação do livro de José Saramago
"Memorial do Convento"
realizado pelas turmas CEF e Profissional de fotografia






TEATRO BESLA

Representação do Auto da Barca do Inferno (O Frade)
pela turma do 9ºE para a turma do 8ºB










quinta-feira, 16 de novembro de 2017

in: http://visao.sapo.pt/atualidade/entrevistas-visao/2017-11-13-As-tecnologias-da-comunicacao-originaram-uma-capacidade-de-entrar-na-nossa-mente-monopolizar-a-atencao-e-de-intervir--nos-nossos-juizos

"As tecnologias da comunicação originaram uma capacidade de entrar na nossa mente, monopolizar a atenção e de intervir nos nossos juízos"

13.11.2017 às 14h27
Luis Barra
Leia ou releia a entrevista à VISÃO do neurologista e neurocientista António Damásio
Sara Belo Luís
Jornalista
O novo livro de António Damásio, 73 anos, tem uma epígrafe de Rei Lear: “Eu vejo sentindo.” O neurocientista é um admirador confesso de Shakespeare e, em A Estranha Ordem das Coisas (primeira edição mundial lançada esta semana em Portugal pela Temas e Debates), o que faz é provar que a ação criadora dos sentimentos é anterior aos seres humanos. Transcrição de uma conversa-lição de vida, no Hotel Ritz, durante a sua curta passagem por Lisboa. Damásio fala baixinho, mas o que diz merece ser proclamado aos sete ventos.
Fiquei tão entusiasmada com o seu livro que disse logo aos meus amigos e à minha família para o lerem. Isto é uma reação emotiva?
Se quer que lhe diga, em primeiro lugar, parece-me que é uma reação inteligente [risos]. Depois, antes de mais nada, é uma reação intelectual: gostou do livro porque lhe pareceu ter certas qualidades. E foram essas qualidades que lhe despertaram uma emoção de gosto e de prazer. É isto que se passa com as emoções: começam com um determinado facto, há um objeto (uma cor, um som, um poema, um livro, um filme, uma pessoa…) que, por ter certas qualidades e um determinado esquema, provoca uma emoção. Tudo isto também pode acontecer com uma emoção desagradável se se der o caso de encontrar uma ideia com aspetos que lhe vão provocar o desagrado. A ordem é sempre esta, é assim que marcha a vida afetiva. A seguir a essa reação emocional vem um sentimento: um estado mental que, no fundo, corresponde à experiência da reação emocional que acabou de ter.
Tivemos séculos de História em que os afetos foram considerados dispensáveis e até prejudiciais. A melhor decisão é aquela que concilia a razão e a emoção?
Sim, essa é uma das coisas que defendo. A outra coisa que defendo é que, por norma, quando as pessoas olham para o aspeto dispensável das emoções, estão a pensar em emoções negativas. Isto é uma maneira extremamente estreita, e não particularmente inteligente, de olhar para as emoções. Como tudo o que faz parte da nossa vida afetiva, as emoções têm um lado positivo, agradável, recompensador, embora tenham também um lado negativo, punitivo, associado à dor e ao sofrimento. Repare na situação sociopolítica dos últimos anos: há sempre um protesto, uma atitude de zanga e de reivindicação, uma inabilidade em conciliar interesses. Fala-se no nacionalismo, que é uma reação emocional, mas a verdade é que também podiam existir reações de cooperação, de compaixão, de admiração, de altruísmo, de amor. E todas estas reações são também reações emocionais.
A palavra emoção tem má reputação por estar associada àquilo que é negativo?
Quando se pensa em emoção, pensa-se em pessoas que não colaboram, que estão zangadas, que têm ciúmes, ódios, invejas. O que é verdade é que existe este estado constante de motivação pelos sentimentos, um conjunto de monitorização de tudo aquilo que se passa na nossa vida intelectual e uma negociação que tem sempre a ver com as emoções. Para mim, uma emoção é uma reação afetiva que é visível, pública. Se tiver uma emoção, eu vejo-a no seu rosto e no seu corpo, percebo se está triste ou se está alegre. Eu e qualquer outra pessoa. Mas o sentimento, a tristeza ou a alegria, é uma coisa que só o próprio tem. Pode até mascará-lo, está triste e faz um esforço enorme para parecer alegre. Portanto, o sentimento é sempre uma experiência, uma vivência do estado emocional em que se está e que, por vezes, não é público.
O seu livro chama-se Uma Estranha Ordem das Coisas. É assim tão estranho desvalorizarmos as emoções?
O problema de se denegrirem as emoções está extremamente enraizado. Assim como também está extremamente enraizado o facto de se sobrevalorizar tudo aquilo que tem a ver com razão, conhecimento, intelectualidade fria. O “estranha” do título do livro também tem a ver com o facto de todo este edifício – da enorme ação criadora dos sentimentos da vida humana – ter raízes anteriores aos seres humanos. Há criaturas, como por exemplo as bactérias, que têm não sentimentos mas sim aquilo que está por baixo dos sentimentos: certas reações, movimentos e atitudes que lhes permitem governar a sua vida em relação a qualquer coisa que está subjacente aos sentimentos, a homeostasia. Em suma, este livro é sobre a forma como se tenta equilibrar aquilo que é o procedimento de um organismo vivo e o modo como esse organismo está em equilíbrio e, ao mesmo tempo, possui uma poupança de energia que vai permitir-lhe continuar para o futuro.
O que é a homeostasia?
Para nós (que, ao contrário de muitas outras criaturas, temos mente, sentimento e consciência), o estado da homeostasia do nosso corpo é expresso através dos sentimentos. Quando alguém diz que tem bem-estar, está a dizer que o seu cérebro e a sua mente foram informadas pelo seu corpo de que o estado do seu corpo é bom. Por outro lado, se alguém disser que se sente engripado, isto significa que o estado da sua homeostasia, o estado do seu corpo, acaba de informar o seu cérebro e a sua mente de que há qualquer coisa que não está bem.
Propõe o fim dessa dicotomia milenar corpo/mente?
O pensamento segundo o qual existe o cérebro de um lado e, do outro, os sentimentos e as emoções, e que estes não servem para nada? Pelo contrário: estão absolutamente ligados ao nosso bem-estar, estão absolutamente ligados à forma como se regula a nossa vida. Esse pensamento é uma ótica extremamente obtusa, é estar a ignorar aquilo que é a base da nossa vida. Por exemplo, as pessoas normalmente concebem o cérebro como o fabricador da mente. A verdade é que o cérebro fabrica a mente, mas em cooperação com o corpo. Se o corpo não existisse, o cérebro não fazia nada por si só. O cérebro é um servo do corpo. E a mente é o resultado de uma conversa constante em duas direções: o corpo a falar com o cérebro, o cérebro a falar com o corpo. O produto fundamental dessa conversa são as emoções e os sentimentos. A partir daí é que vem toda a nossa criatividade.
Enquanto seres humanos, a nossa excecionalidade, reside mais nas emoções do que na inteligência?
Nós temos sistema nervoso, mente, sentimento e uma grande criatividade. As bactérias têm apenas o princípio disto tudo: têm um princípio de atitude moral e de emotividade, mas não têm mente, não têm sentimentos, nem sequer têm sistema nervoso. Quando aparece, o sistema nervoso passa a ser o manda-chuva: organiza a forma como todas as ligações são feitas, permitindo construir mentes com sentimentos e a abertura para a intelectualidade. Os insetos sociais, por seu lado, são muito curiosos porque estão entre as bactérias e os seres humanos: são muito mais complexos do que as bactérias, são multicelulares e têm sistema nervoso. O que não têm é a possibilidade de ter uma grande intelectualidade, de inventar, de possuir uma determinação pessoal. Nós temos um certo grau de livre-arbítrio, mas os insetos só fazem aquilo que o genoma lhes manda fazer, tudo quanto fazem está de certo modo programado. Connosco, há também uma grande parte que está programada (infelizmente, não somos tão independentes como gostaríamos), mas há uma parte em que, de facto, somos nós que mandamos.
Aceitamos razoavelmente bem que as emoções originem a arte. No entanto, defende que as emoções estão na base da governança, da economia, da tecnologia…
Repare nos grandes sistemas da ética, os sistemas de justiça e de jurisprudência. Muitas vezes, as pessoas pensam nas leis ou nos princípios morais como tendo sido construídos sem qualquer espécie de relação com aquilo que somos do ponto de vista emocional. E isso não é verdade. Todos esses produtos – da governação à economia, passando pelos sistemas morais – são, eles próprios, o resultado da forma como nós reagimos àquilo que se está a passar à nossa volta.
Quer exemplificar?
Tudo aquilo que tem a ver com sistemas morais tem a ver com aquilo que mais nos preocupa e a que nós damos mais valor: saúde, vida, doença, morte, crime, roubo, traição, mentira, lealdade, cuidado com os outros, amor, compaixão. Vivemos cada dia fazendo apelo a estas qualidades e, quando elas faltam, contamos com qualquer espécie de prejuízo. Veja como as regras morais foram construídas por pessoas inteligentes e criadoras para reduzir a possibilidade de as coisas más acontecerem. As leis são aquilo que vem consequentemente porque a maior parte delas foi construída a partir da observação de princípios morais. Atente na marcha: vida, vida emocional e dos sentimentos, princípios morais, leis, justiça; vida, emoções e sentimentos, invenção da arte, prática da arte. Tudo vem desta raiz: sentimento, emoção, homeostasia, vida.
Isso é um sistema filosófico.
Sim, e o que torna tudo isto ainda mais interessante é o facto de estarmos num momento da História em que existem imensas coisas péssimas e horrorosas a acontecer no mundo e, ao mesmo tempo, também existem coisas muito boas. E algumas destas coisas provêm justamente da possibilidade de utilizar aquilo que a ciência nos traz para fazer uma nova filosofia daquilo que é a vida, daquilo que é a vida de todos nós. É juntar aquilo que vem da ciência com a maneira como olhamos e compreendemos a vida, fazendo um pensamento sobre o que é a vida. É isto que é a filosofia. A boa ciência é a ciência que permite ir até à filosofia. E a boa filosofia, por sua vez, é aquela que está baseada em boa ciência.
E o que é que acontece quando os sistemas políticos se apropriam dessas emoções, como aconteceu com o comunismo?
Tanto os sistemas políticos como os sistemas religiosos podem degenerar em coisas perfeitamente trágicas quando não há equilíbrio, quando não existe uma negociação. O que é importante é que tudo aquilo que se faça tenha sempre em vista, de modo muito saliente, a importância da vida do ser humano, a sua dignidade. Muitas vezes as pessoas pensam que, agora que sabemos tanto sobre o genoma e a maneira como o organismo funciona, não temos nada que nos distinga das outras criaturas, somos apenas mais um animal. No meu entender, isso é completamente falso. Em primeiro lugar, temos um enorme nível de consciência. Depois, conhecemos muito do mundo e, assim, conhecemo-nos a nós próprios. Por fim, a nossa memória ligada aos sentimentos distingue-nos dos outros seres vivos.
Como evitar que a tecnologia (e sobretudo a inteligência artificial) esteja ao serviço de interesses imorais?
Vejamos o que está acontecer sobretudo com as tecnologias de comunicação. As pessoas não se apercebem de que, com elas, veio uma capacidade – de entrar na nossa mente, de monopolizar a nossa atenção, de intervir na formação dos nossos juízos sobre coisas e pessoas… – a um nível completamente diferente daquilo que tínhamos até agora. É preciso estar atento ao modo como isso altera a forma de pensarmos, a forma como as crianças se educam (se autoeducam ou são educadas), como tudo isso pode servir para manipular a opinião pública. Observámos toda essa realidade numa série de processos eleitorais que ocorreram nos últimos dois anos.
O que pensa da automação aplicada ao nosso quotidiano?
Vivo na Califórnia e, numa cidade como Los Angeles, existem neste momento centenas, se não milhares, de automóveis completamente autónomos. Até agora rejeitei o self-driving, mas o meu carro tem self-parking [autoparqueamento] e lane-changing [mudança de faixa].
E é mais eficiente a fazê-lo do que um ser humano?
Em certas condições, é. Mandei desligar a self-breaking [autotravagem], que permitia travar o carro quando este estava a aproximar-se do da frente antes de eu atuar. Quando houver um grande número de pessoas a adotar esse sistema, é possível que a circulação na estrada se torne até muito mais segura do que é neste momento. Mas não me parece justo aceitar a entrada desse novo padrão antes de ter sido discutido, antes de se ter pensado em todos os problemas que uma tecnologia como essa vai originar. Continuando no self-driving, estou a falar, por exemplo, da estrutura ética que tem que ser incluída no programa de maneira a que o carro não faça violações éticas. Ou, pensando noutro caso, naquilo que uma automação desvairada pode fazer em relação a certos empregos.
Não vê benefícios nessa automação?
Claro que sim. Nos Estados Unidos da América, morrem todos os anos cerca de 37 mil pessoas na estrada. Desse ponto de vista, os carros autónomos podem significar um ganho extraordinário. Claro que existem outras coisas que, ainda antes disso, podemos fazer: tal como não ter à disposição armas de fogo que permitam pôr, em dez minutos, 600 pessoas no hospital… Trata-se de uma realidade que não tem razão nenhuma de ser. O que é importante é que as pessoas estejam conscientes daquilo que se está a passar: a inovação tecnológica traz benefícios extraordinários, mas também tem aspetos negativos que é preciso controlar.
Em termos políticos, a comunicação está a originar a polarização das opiniões, a fomentar nacionalismos e a exclusão do outro…?
É como se as pessoas vivessem num silo, estamos a assistir a um ensimesmamento do indivíduo, que está muito confortável juntos dos seus amigos e dos seus seguidores. Apenas tem de lidar com os que concordam consigo. A vida não é feita disso, a vida é feita de constantes negociações com aqueles que não pensam da mesma maneira que nós, com os que não são como nós.
Quando argumenta que é preciso educar para as emoções, está a falar numa educação formal?
É uma educação formal, uma educação à base do treino, semelhante ao aprender a tocar piano ou a praticar um desporto. Practice, practice, practice. E, claro, um treino precisa de ter mentores. Digamos que se trata de uma prática orientada, quando as pessoas cometem erros podem discutir o erro.
Quem devem ser esses mentores, as elites?
Todos nós. Claro que é melhor ter como mentores a elite do que a não-elite. Não vai correr bem se o analfabeto me vier ensinar a ler… Do ponto de vista da governação, as elites são um problema curioso: as elites são desejáveis, mas tornam-se um problema quando traem a sua missão e os outros, quando se corrompem. Quando temos elites que, em vez de se preocuparem com o bem comum, se preocupam com o lucro desenfreado, que vai contra os interesses da maioria, estamos perante elites corruptas.
Perante o atual estado do mundo, tem esperança?
Tenho, mas é uma esperança torturada. Por um lado, sinto um enorme contentamento com as coisas boas que se passam no mundo, com a enorme beleza que advém da realização artística e científica… Além disso, temos uma bagagem de conhecimento extraordinária sobre o Universo, uma grande parte do que se passa nas ciências é extraordinário, o que a tecnologia nos permite fazer é extraordinário. Por outro lado, subsistem muitos problemas sociais, políticos e de governação que atrasam esse estado de desenvolvimento. Existem coisas que correm bem durante um tempo e, depois, tudo se desmorona. Há dias em que, quando olho para o jornal, penso que não existe possibilidade de um novo iluminismo, mas depois, no dia seguinte, quando estabilizo, já acho que, apesar de não se tratar de uma curva regular de progresso, estamos a melhorar.
A que se devem esses falhanços?
São falhanços que, em grande parte, são causados por nós próprios. Somos nós que trazemos o germe do nosso próprio fracasso. Na nossa estrutura cerebral, temos regiões que controlam as nossas emoções, como é o caso da resposta do medo, da raiva, de ciúme e de desprezo. Tratam-se de reações que foram muito importantes, para os primatas e para o princípio do homo sapiens, quando vivíamos em condições muito diferentes das de agora. A civilização tem controlado o pior dessas respostas emocionais, mas não todas – e portanto ainda lá está a violência, o desagrado, a dificuldade em aceitar todos os que são diferentes de nós, quer pelo comportamento quer pela sua própria estrutura biológica.
E Portugal, como vê o atual estado da nossa condição?
Muito melhor do que o estado da condição humana em muitíssimos outros países, maiores e mais importantes do ponto de vista económico e tecnológico. Apesar de tudo o que corre mal, os portugueses conseguem conciliar-se mais facilmente do que muitos outros. Em relação à Europa, onde tem havido problemas graves, sobretudo do ponto de vista económico, conseguiram sair da parte pior desses problemas. O que os portugueses mais precisam é de serem tecnicamente mais capazes.
(Entrevista publicada na VISÃO 1287, de 2 de novembro de 2017)


in: http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_antonioloboantunes/2017-11-16-O-senhor-Barata

António Lobo Antunes
O SENHOR BARATA

16.11.2017 às 8h30

As pessoas têm a ideia que a morte é a solidão total num nada completo. E provavelmente é. Julgo que é. Mais: tenho a certeza que é, mas não somos capazes de conceber isso. Não aceitamos conceber isso. De forma alguma nos resignamos a isso. E assim nasceram as religiões. Que todas elas nos prometem, nos garantem, nos juram a existência do dia seguinte e o tornam mais ou menos aceitável
Ilustração: Susa Monteiro
George Steiner perguntou-me
– Sabe porque é que os judeus não se matam?
esperou um bocadinho e como não disse nada respondeu ele por mim:
– Não podem suportar a ideia de não ler o jornal no dia seguinte
e fiquei a olhar para a sua cara lá em baixo
(ele é mais pequeno)
com um sorriso nos olhinhos agudos. Isto não é só verdade para os judeus, claro. Quem
(mesmo aqueles que, como eu, não lêem jornais)
suporta a ideia de não ler o jornal do dia seguinte? Não saber o que vai passar-se? Ficar sozinho num vazio absoluto? As pessoas têm a ideia que a morte é a solidão total num nada completo. E provavelmente é. Julgo que é. Mais: tenho a certeza que é, mas não somos capazes de conceber isso. Não aceitamos conceber isso. De forma alguma nos resignamos a isso. E assim nasceram as religiões. Que todas elas nos prometem, nos garantem, nos juram a existência do dia seguinte e o tornam mais ou menos aceitável. Se até há quem suba ao céu de corpo inteiro. Se até há, como Jesus garantiu ao ladrão, quem hoje mesmo estará connosco no Paraíso. No meu caso quando lá chegar encontro logo o senhor Barata, que faleceu há dias, é que nem ginjas. O senhor Barata a quem daqui a uns tempos vou dar um abraço
– Dê cá mais cinco, senhor Barata
e que costumava comer no mesmo restaurantezinho que eu. Era gordo, pequeno, com um eterno boné na cabeça, colocado numa exactidão de cápsula, de calções, com um saco de cabedal a cair-lhe do ombro esquerdo. Passava o almoço sem companhia, ou antes na companhia do telemóvel e do jornal, que lia todo até os anúncios
(com fotografia)
das vendedoras de carícias a preços em conta e nádegas atlânticas, oferecendo beijos na boca e
(passo a citar)
bum-buns gulosos, cujas dimensões me provocavam um certo receio de ser completamente devorado e ficar na companhia dos colegas da véspera. O senhor Barata tinha sido tipógrafo, mostrou-me logo à primeira o seu cartão de membro do Partido Comunista que, sei lá a razão, imaginava mais castos e afinal malandrecos, e um retrato dele em Maputo, fardado de soldado e com um cão da Polícia Militar pela trela, garantindo-me que, como eu, também havia passado por África a defender o Império, e decidiu tratar-me logo por tu. Respondi-lhe
– Você se quer falar comigo diz Sua Alteza
mas a sua solidão comoveu-me. Morava sozinho não percebi bem onde, cheirava a infelicidade que tresandava, adoecera tempos antes e a quimioterapia enfraquecia-o muito:
– Um cancro do pulmão, sabe?
como por acaso não sabia comovi-me mais. Apontou o boné
– Já me atingiu a cabeça
mostrou-me a papelada médica e eu lá tentava animá-lo o melhor que podia sobre os nossos pratos de peixe espada. Que eu percebesse não tinha mulher nem filhos, nunca lhe vi nenhum compincha e lá íamos falando nisto e naquilo sobre as nádegas do jornal onde às vezes me parecia que um Lenine a espreitar, embora não se sentisse com ânimo para frequentar o Partido nem as meninas. Comia no restaurantezinho, fazia os tratamentos e depois seguia para casa, tão solitário como um cacto no Pólo Norte. Não se queixava, ia aguentando com dignidade a sua cruz, caminhava na direção de uma noite secreta, sem queixas, sem azedume, sem tragédia, falando-me dos seus tempos de tipógrafo e do seu respeito pelos livros, até já lera um dos meus
(percebia-se logo que mentia)
ou um bocado de um dos meus, mas era tudo tão difícil agora. Disse-lhe que era tudo difícil desde o princípio e ele, em resposta, encheu-me dos seus tempos de África, onde ainda convertera dois ou três cabos ao marxismo--leninismo que continuava a apoiar sem reservas, embora crítico e lúcido. Gostou que eu também houvesse andado por esses lados, mas a possibilidade da morte levara-o a abandonar o ateísmo, com os rabos do jornal na ideia, que sempre ajudam, Alteza, pensa-se que não mas ajudam. Depois de uns dias sem aparecer no restaurantezinho perguntei por ele ao dono que me segredou
– O senhor Barata morreu
ou seja encontraram-no no chão, em casa, ainda vivo, e foi acabar ao hospital. Custa-me dar com outro freguês na sua mesa agora. Eu gostava do senhor Barata. Não pensem que não: gostava mesmo e tenho pena que não possa ver, no periódico, os rabos dos amanhãs que cantam. Escrevi isto num tom propositadamente ligeiro a fim de me impedir de secar a ramela de uma lágrima. Se eu tivesse um boné como o dele enfiava-o na cabeça numa exactidão de cápsula. 
Crónica publicada na VISÃO 1288 de 9 de novembro


CRIATIVOS PORTUGUESES

José de Almada Negreiros





DIA DA FILOSOFIA
BESLA

Comemoração do dia da Filosofia na Vossa Biblioteca





segunda-feira, 13 de novembro de 2017

concurso interno
Concurso Interno
Cognoscere




Quantos cavalos encontras na imagem?


Escreve a tua resposta no papel que está na secretária de atendimento da Biblioteca. Atenção, é fundamental indicar o dia e hora da resposta.
Quem primeiro acertar, recebe um prémio.
Participa….






Resposta 5

in: http://blogue.rbe.mec.pt/tag/e-books

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Stop Bullying – Um Recurso Educativo Baseado nos Direitos Humanos para Combater a Discriminação” é publicado oficialmente esta segunda-feira, 30 de outubro, pela Amnistia Internacional Portugal, com o propósito de prestar um contributo para o desenvolvimento de práticas e políticas educativas de erradicação do bullying e da discriminação, sob todas as formas, no sistema de ensino em Portugal.

O documento faz uma análise abrangente do fenómeno de bullying, propõe medidas e mecanismos preventivos e planos de ações e de atividades concretas e participativas que podem ser realizadas nas escolas, incluindo recursos a integrar nessas sessões de educação para os direitos humanos e de combate ao bullying. Visa-se com este manual capacitar e envolver ainda mais profundamente todos os agentes do universo escolar, de forma holística, para tornar os contextos educativos em espaços mais inclusivos e seguros.

Este manual é fruto de um projeto de dois anos – Stop Bullying! – que resultou de uma candidatura europeia da organização de direitos humanos no Daphne III 2014-2016, e foi integrado no plano de trabalho da Amnistia Internacional a par das atividades que já decorrem no contexto do dia-a-dia das Escolas Amigas dos Direitos Humanos. O projeto Stop Bullying! foi desenvolvido pela organização de direitos humanos em quatro países europeus (Portugal, Itália, Irlanda e Polónia), no total de 17 escolas, e, com ele, pretendeu-se alcançar uma redução em 33% nas incidências de bullying nos estabelecimentos de ensino participantes.

Em Portugal, o projeto Stop Bullying! envolveu cerca de 2 400 alunos, 142 professores e 94 assistentes operacionais, em diversos momentos, a nível nacional e internacional. Nomeadamente, em maio de 2016, com a realização de uma semana de atividades em várias escolas, por todo o país, e ainda a realização de um vídeo, com a colaboração dos alunos participantes e apadrinhado pelo músico Slow J.

Amnistia Internacional Portugal publica manual de combate ao bullying e à discriminação nas escolas - Amnistia Internacional Portugal. (2017). Amnistia Internacional Portugal. Retrieved 5 November 2017, from https://www.amnistia.pt/amnistia-internacional-portugal-publica-manual-combate-ao-bullying-discriminacao-nas-escolas/
CONCURSO RBE
in: http://blogue.rbe.mec.pt/tag/concursos

Cartaz_Linka-te_2017.jpg

O “Linka-te aos Outros” acaba de lançar a sua 8ª edição. De 4 de Outubro  de 2017 a 5 de Janeiro de 2018 poderão ser enviados para a Fundação AMI os formulários de candidatura, preenchidos e com os devidos anexos, para apreciação do Júri.
Este concurso destina-se a todos os jovens a frequentar a escola a entre o 7º e o 12º ano e consiste na apresentação de propostas para resolução, através de atividades de voluntariado, de problemas locais que os próprios detetem. A AMI selecionará os projetos mais consistentes (no máximo 5) e financiará 90% dos mesmos, até um total de 2000€.
O “Linka-te aos Outros” é um claro estímulo ao exercício do voluntariado. Mas é mais: é um estímulo ao desenvolvimento de uma consciência social, desde a juventude, uma vez que promove a identificação de necessidades na comunidade local; é um estímulo à criatividade e pro-actividade social, uma vez que são os próprios jovens que apresentam a solução para o problema detectado; é um estímulo ao profissionalismo e ao rigor, uma vez que a ficha de candidatura constitui uma proposta de projeto rigorosa, com definição de objetivos gerais e específicos, resultados, atividades, orçamento, calendário de execução, critérios de viabilidade e sustentabilidade e impacto; é um estímulo ao envolvimento dos jovens na comunidade, uma vez que 10% do orçamento apresentado terá de ser conseguido pelos próprios jovens, junto de empresas, instituições e/ ou comércio local.

A AMI espera, desta forma, alterar realidades socialmente injustas e, simultaneamente, formar os jovens, no sentido de os alertar para a possibilidade que cada um tem de melhorar a comunidade que o rodeia.

Os resultados desta nova edição serão divulgados a 9 de Fevereiro de 2018.

Toda a informação relativa a esta edição está já disponível no site da AMI (cartaz para divulgação, ficha de candidatura e regulamento) aqui.

Para esclarecimento de dúvidas: linkateaosoutros@ami.org.pt
CONCURSO RBE


in: http://blogue.rbe.mec.pt/tag/concursos

concurso.png
 
A prevenção da corrupção faz-se com todos, todos os dias
Sabendo-se que as intervenções na área da prevenção ganham maior eficácia quando iniciadas junto da população mais jovem e considerando a experiência recolhida nos últimos cinco anos de trabalho com as escolas dos ensinos básico e secundário, o Conselho de Prevenção da Corrupção (CCPC ), em colaboração com o Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL2027) e com o apoio de diversos parceiros, lança a 6ª edição do Concurso Imagens Contra a Corrupção.

Pretende-se desafiar os alunos a abordarem de forma crítica o sentido de situações presentes em textos diversos (romances, banda desenhada, textos informativos ou outros), que despertem o interesse dos jovens e onde se identifiquem infrações ou casos de corrupção. Os alunos, motivados por estas descobertas, devem refletir em conjunto com os seus professores a importância dos valores de ética e de cidadania, bem como o reflexo destes na prática quotidiana de todos nós.

Público-alvo
O concurso destina-se a turmas ou grupos de alunos do 4º ano do 1º ciclo, dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, que frequentam os estabelecimentos de ensino das redes pública ou privada.
 
 
Calendarização
  • Até 24 de novembro de 2017 – inscrição / preenchimento de formulário online , no sítio do CPC ;
  • Até 29 de março de 2018 - apresentação dos trabalhos / preenchimento de formulário online, no sítio do CPC ;
  • Até 30 de abril de 2018 - divulgação dos resultados;
  • Até final de maio de 2018 - entrega de prémios em evento público a anunciar pelo CPC.



NOTA PRÉVIA 
A PREVENÇÃO DA CORRUPÇÃO FAZ-SE COM TODOS, TODOS OS DIAS
6 ª edição |2017/2018Sabendo-seque as intervenções na área da prevenção ganham maior eficácia quando iniciadasjunto da população mais joveme considerando aexperiência recolhida nosúltimos cinco anos de  trabalho  com  as escolas dos  ensinos  básico  e  secundário, o Conselho  de  Prevenção  da Corrupção(CPC),em  colaboração  com  o  Plano  Nacional  de  Leitura2027(PNL2027) ecom  o apoio de diversosparceiros,lança a 6ª edição do Concurso Imagens Contra a Corrupção.Pretende-sedesafiar  os  alunos  a  abordarem de  forma  críticao  sentido desituações  presentes em textosdiversos(romances,   banda   desenhada,   textos   informativos   ou   outros), que  despertem  o interesse  dos  jovens  e onde  se identifiqueminfraçõesoucasos  decorrupção. Os alunos,motivados  por  estas  descobertas,  devem  refletir  em  conjunto  com  os  seus  professores  a importância  dos valores  de  ética  ede cidadania,  bem  como o  reflexo  destes na  prática quotidiana de todos nós.O ConcursoImagens  Contra  a  Corrupçãodesenvolve-se nos  termosdo  regulamento  que  se segue.
REGULAMENTO
O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), no âmbito das competências que lhe são atribuídas, promove,   em   parceria   com   o Plano   Nacional   de   Leitura   (PNL2027), a Escola   Superior   de Comunicação Social, a Fundação INATEL, o Visionarium, aRede de Bibliotecas Escolarese o Centro de  Arte  e  Comunicação  Visual –ARCO,um  concurso  nacional subordinadoao  tema ImagensContra a Corrupção.
21.Objetivos O Concurso desenvolve‐se no quadro dos objetivos gerais do CPC no  domínio  da  prevenção  da corrupção e das infrações conexas e deverá contribuir para:criar,  na  comunidade  escolar,espaços  de  reflexãosobre  questões  relacionadas  com  a corrupção, a ética e acidadania;promover  leituras e  explorar  textos  de  interesse  para  os  alunos, no  âmbito de temáticas relacionadas com o tema doconcurso;estimular a imaginação, acriatividadeeo espírito crítico dos alunos;levar os jovens a explorarem um conjunto articulado de saberes, da língua portuguesa às tecnologias e às artes, envolvendo-os com novas literacias.2.Público-alvo O concurso destina-se a turmas ou grupos de alunos do 4º ano do 1º ciclo, dos2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, que frequentamosestabelecimentos de ensino das redes pública ouprivada.3. DesenvolvimentoOs trabalhos realizadosdevem: 3.1. contermensagens que reflitam temáticasrelacionadas com valores éticos e com oexercício da cidadania, com especial enfoque na prevenção da corrupção;3.2. respeitar  as modalidades  de  apresentação correspondentes  acada  ciclo  e  nível  de  ensino, ainda que possam assumir diversas soluções artísticas e gráficas:4º  ano  do  1º  ciclo –expressão  plástica(utilização  livre  de  materiais  e  de  técnicas  como  o desenho, a pintura e a colagem, entre outras);2º ciclo –banda desenhada;3º ciclo –vídeo de curta duração (máximo 1 minuto e meio/90 segundos);ensino secundário –cartaz;
33.3. ser gravados emformato digital e apresentados num único ficheiro;3.4. ser apresentados  em  conjunto,comuma breve  síntese explicativa,  que  refira  a ideia  que inspirou o trabalho, o conteúdodo mesmo e o processo de elaboração(500e 1000 carateres, incluindo espaços), devendo ainda indicar-se: -nº de alunos envolvidos noconcurso;-nº deprofessoresenvolvidosno concurso;-nº deoutros elementos da comunidade escolarque tenham participado;-nº aproximado de horas detrabalho despendidasao longo do processo.4. Apresentação dos trabalhos 4.1.Os trabalhos apresentados devem respeitar os seguintes requisitos: terem conteúdosintegralmenteoriginais;não   conterem nomes   ou imagens   de   figuras   públicas,   bem   como de símbolos   de instituições ou de entidades públicas ouprivadas;serem  realizados no  agrupamento  ou  na  escola  a  que pertence a  turma ou  o  grupode alunos seus autores(máximo 30 alunos). 4.2.Asescolas sede em conjunto com os respetivosautores apresentam otrabalho noformato digitalque  considerem  mais  conveniente,  podendoo ficheiro ser gravado porqualquerequipamento, desde quenão exceda os100MB.4.3.Cada  agrupamento/escola não agrupada pode  submeter  até  umtrabalho  por  cada ciclo  / nível de ensino (4º ano / 1º, 2º ciclo ou 3º ciclo do ensino básicoouensino secundário), num máximo de 4trabalhos. 4.4.Ainscrição  no  concurso  e  a  entrega  dos  trabalhossão  feitas  exclusivamentepelos agrupamentos de escolas ou pelas escolas não agrupadas, através do preenchimento dos respetivos formuláriosdisponíveisonline, no sítio:www.cpc.tcontas.pt,  naárea Projetos Educativos / Concurso Imagens contra a Corrupção -Edição 2017/18.
45.CalendarizaçãoAté 24 de novembro de 2017 –inscrição / preenchimento deformulárioonline, no sítio do CPC;Até  29  de  março  de  2018 -apresentação dostrabalhos/preenchimentodeformulário online, no sítio do CPC;Até 30 deabril de2018 -divulgação dos resultados;Até final de maio de 2018 -entrega de prémios em evento público a anunciar pelo CPC.6.J ú r i  n a c i o n a lO júridoConcursoImagensContraaCorrupção:6.1.écompostopor3elementos,umdesignadopeloConselhodePrevençãodaCorrupção (quepreside), outropelo  Plano  Nacional  de  Leitura2027,  sendo  oterceiroelemento  um especialista indicado  pela  Escola  Superior  de  Comunicação Socialou  pelo  Centro  de  Arte  e Comunicação  Visual -Ar.Co, em  função  daespecificidadedas áreas envolvidas  notipo  de trabalhoque  o  presente  Regulamento  indicapara  cada  ciclo/  nível  de  ensino.  O  CPC designará ainda 3 vogais suplentes.6.2.premiaráo  melhor  trabalho  relativamente  a  cada  ciclo/nível  de  ensino, devendodecidir sobre a atribuição de menções honrosas ou de prémios exaequo;6.3.valorizarána apreciaçãodos trabalhos:aqualidade, aadequação e a atualidade da mensagem;o processo de trabalho seguido durante aconceção, sendo tidas em conta as informações disponibilizadas na síntese explicativa;assoluções adotadas naconcretização da ideia;acriatividade artística;6.4.poderá decidir não atribuir qualquer prémio, caso considere que os trabalhos propostos não cumprem os requisitos referidos nesteRegulamento;6.5.deliberará   sobre   os   casos   omissos   ou   as   divergências   na   interpretação   do   presenteRegulamento;6.6.tomará ascompetentes decisões e delas não caberárecurso.
57.P r é m i o s7.1.Serão  reconhecidos  com  diplomas  todos  os  professores  ealunos ligados  aos  trabalhos distinguidos pelojúri nacional do Concurso.7.2.Serão  premiados  os  melhores  trabalhos  apresentados  a concurso  por  ciclo  /  nível  de ensino, nos termosseguintes:4ºano   do   1ºciclo-Aventurasna   Caravela   Vera   Cruz(grupo   turma)/   Apoio ARPORVELA;2º e 3º Ciclos -Visita e atividades no VISIONARIUM(grupo até 30 alunos);Ensino Secundário -Fim de semana numa unidade hoteleira do INATEL (atividades de grupo -até 30 alunos);7.3.As escolas ou agrupamentos de escolas dosalunos vencedoresserão contemplados com a aquisição  de títulos  para  reforço  defundo documental  das  suas  bibliotecas,  cabendoa orientação deste à Rede de Bibliotecas Escolares/apoio do PNL2027;7.4.Os  prémios  são  intransmissíveis,  pelo  que  só  poderãoserusufruídospelos  alunos /turma(s)premiados/as.7.5.Nos sítios doCPC e do PNL2027 serão divulgadosos trabalhos premiados;7.6.O CPC e o PNL2027poderão,caso assim o entendam epor comum acordo, divulgar outros trabalhos apresentados a concurso que consideremrelevantes.8.D i s p o s i ç õ e s   f i n a i s  8.1.Asescolas  devem,no  âmbito  deste  Concurso, obter  autorização para  a  utilização  pública da imagem de todos os que venham a participar nos trabalhos apresentados;8.2.AoConselho  de  Prevenção  da  Corrupção  e aos  seus  parceiros  não poderá  ser  imputadoqualquer    tipo    de    responsabilidade    relativamente    a    qualquer    facto    gerador de incumprimento do estabelecido no presenteregulamento;8.3.A participação neste concurso pressupõe o entendimento adequado e a aceitação integral dos termos desteregulamento;

68.4.Os   trabalhos   entregues   são   propriedade   do   Conselho   de   Prevenção   da   Corrupção, podendo ser utilizadosno âmbito da suaação.Para esclarecimento de qualquer dúvida, contacte, por favor: edite.coelho@tcontas.pt/ tel. 217945106filomenamariacravo@tcontas.pt/ tel. 217945298