sexta-feira, 3 de julho de 2020

HOMENAGEM
Carlos Ruiz Zafron

Em jeito de homenagem ao enorme escritor que nos deixou fisicamente, mas em termos artísticos e literários, proponho a audição de La Sombra del Viento, em língua castelhana. 



Prfª. Eunice Silva

domingo, 28 de junho de 2020

APOIO AO CURRÍCULO
Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da B. ESLA para apoio ao currículo.

O primo Basílio- Eça de Queirós
https://youtu.be/fBljjupF_34

Escrito em Inglaterra, O Primo Basílio, publicado em 1878, é um romance de costumes da média burguesia lisboeta e uma sátira moralizadora ao romanesco da sociedade da época.
Luísa é uma vítima das suas leituras negativas e da baixeza moral do primo, quando a ausência do marido a deixou entregue ao seu vazio interior. É uma vítima do ócio.
Eça sugere artisticamente os traços psicológicos das várias figuras da obra com os seus dramas, que de forma alguma enfraquecem o clima trágico, denso, do drama da heroína.

Húmus - Raul Brandão
https://youtu.be/ptHjVna5q90
Para o narrador a vida está por explorar: “só conhecemos da vida uma pequena parte – a mais insignificante. E o erro provém de que reduzimos a vida espiritual ao mínimo, e a vida material ao máximo”. Declara também que cada um de nós apenas vê um instante da vida. Apesar de tentar definir a vida, afiança que “nem sei o que é a vida”. Acrescenta até que “talvez o mundo não exista, talvez tudo no mundo sejam expressões da minha própria alma”. Diz estar convencido que “nenhum destes seres (humanidade dentro de si) existe”.
O Húmus termina com um grito de revolta contra a imobilidade, contra a tradição que se impõe autoritária, reacionária, e a favor da revolta da criatividade, do novo: “Ouves o grito? Ouve-lo?... – É preciso matar segunda vez os mortos”
Aqui fica uma passagem, que dá conta, a ver do narrador, do processo, da passagem da vida em todos nós: “ Siga a vida seu curso esplêndido. Sabe a sonho e a ferro. È ternura, desgraça e desespero. Leva-nos, arrasta-nos, impele-nos, enche-nos de ilusão, dispersa-nos pelos quatro cantos de globo. Amolga-nos. Levanta-nos. Aturde-nos. Ampara-nos. Encharca-nos no mesmo turbilhão do lodo. Mata-nos. Mas, um momento só que seja, obriga-nos a olhar para o alto, e até ao fim ficamos com os olhos estonteados. Eu creio em Deus”.

O mistério da Estrada de Sintra - Eça de Queirós
https://youtu.be/NIk-Yt85dCo
Um médico que passa de carruagem na estrada de Sintra é surpreendido por quatro figuras mascaradas e sequestrado. Os mascarados levam-no para uma misteriosa casa no meio de Sintra. Lá dentro encontrava-se o cadáver de um homem. A procura de respostas para este caso conduz a uma empolgante história de intriga, suspeitas, ameaças, duelos e sexo, numa viagem que vai de Portugal até à ilha de Malta.
A história foi publicada como se de uma reportagem verídica se tratasse (com o conhecimento do director do jornal, Eduardo Coelho), acerca de um pretenso sequestro e crime, que envolve, além de outros, o poeta fictício Carlos Fradique Mendes. Plena de peripécias inverosímeis e excessos sentimentais, a narrativa visa parodiar o gosto do público da época pelos relatos de mistério, melodramáticos e rocambolescos. No prefácio à segunda edição, de 1884, os autores demarcam-se do romantismo da obra, apresentando-se como "velhos escritores que há muito desviaram os seus olhos das perspectivas enevoadas da sentimentalidade, para estudarem pacientemente e humildemente as claras realidades da sua rua".


Os pobres - Raúl Brandão
https://youtu.be/hzjaz1mOa2E
O romance "Os Pobres" é um dos títulos principais na obra de Raul Brandão e um dos mais marcantes da Literatura Portuguesa. Conjugando a influência de Dostoievski com o Modernismo, nesta obra, com uma escrita poética e filosófica, e na qual Raul Brandão rompe com a tradição, o Autor dá-nos mais um retrato da condição humana, tema de todas as grandes obras literárias. Esta edição é mais uma contribuição para a comemoração dos 150 Anos do Nascimento de Raul Brandão.

Tragédia da Rua das Flores - Eça de Queirós
https://youtu.be/VkROryWKpGg
Joaquina da Ega (que mais tarde se virá a saber chamar-se Genoveva), natural da Guarda, casada com Pedro da Ega, vivia em Lisboa. Mas, logo após o nascimento do filho, abandona-o e ao marido para fugir com um emigrado espanhol. Em Espanha, torna-se cortesã. Entretanto, Pedro da Ega morre em Angola. Joaquina casa-se depois com M. de Molineux, um velho senador, com quem vive em Paris. Mas a queda do bonapartismo trá-la de volta a Portugal, agora com Gomes, um brasileiro, já que o senador havia falecido. Faz-se, então, passar por Mme. de Molineux. Em Lisboa, instala-se na Rua das Flores. Logo se envolve com Dâmaso de Mavião, que irá explorar sem piedade. No entanto, apaixona-se por Vítor, um jovem de 23 anos, bacharel em Direito. Quando faz 40 anos, repele Dâmaso, planeando voltar para Paris com Vítor. O tio de Vítor, Timóteo, o único detentor da trágica verdade, tenta acabar com a relação dos dois. Decide, então, contar toda a verdade a Genoveva.
Ao saber que era amante do seu próprio filho, Genoveva atira-se da varanda de sua casa, na presença de Vítor, que nunca chegaria a perceber tal atitude nem a saber a verdade.
APOIO AO CURRÍCULO
Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da B. ESLA para apoio ao currículo.
 Filosofia – 11º ano:

• Filosofia da Arte – Aula 1 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=nXCRIwJUR44
• Filosofia da Arte – Aula 2 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=ukd6y1yhMlg
• Filosofia da Arte. Teorias especialistas – Aula 3 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=jQImXbVDPEo
• Filosofia da Arte – Aula 4 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=BftPJpLN0qg
• Filosofia da Religião – Aula 5 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=mvB4UE1lcXo
• Filosofia da Religião – Aula 6 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=E3LqPAy1OYs
• Filosofia da Religião – Aula 7 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=CzT8wSfdtYE

Material de apoio às aulas online (telensino) de Filosofia – 11º ano
• Teorias da arte essencialistas:
https://aia.madeira.gov.pt/images/files/telensino/FILOS_11_Aulas1_2_20e23abril.pdf
• Teorias da arte não essencialistas:
https://aia.madeira.gov.pt/images/files/telensino/FILOSOF_11_Aulas_3_e_4_27_e_30_abril.pdf
 TIC:
Captura de ecrã Screencast o matic 


Mostra algumas das ferramentas web existentes


Questões de escolha múltipla
https://www.youtube.com/watch?v=tCb9h4X2SDw

Monitorizar o trabalho do aluno
https://www.youtube.com/watch?v=Lejfy-2D2xM

segunda-feira, 22 de junho de 2020

APOIO AO CURRÍCULO
Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da BESLA para apoio ao currículo.





Português/Literatura

Mistérios de Lisboa - Camilo Castelo Branco
https://youtu.be/gZuNDOnvbxg
O maior romance de Camilo Castelo Branco, Mistérios de Lisboa, foi, curiosamente, apesar do seu título, inicialmente publicado num jornal portuense, em 1853, sob a forma de folhetim; só em 1854 é que teve a sua publicação em livro para todo o país. Apesar de ser uma narrativa muito extensa e de ser o seu segundo trabalho literários, a obra teve um razoável êxito junto dos leitores, o que ajudou a cimentar a sua notoriedade como escritor.

A obra foi descrita pelo autor como sendo uma autobiografia verídica que lhe teria sido contada. Diz Camilo:  “Este romance não é um romance: é um diário de sofrimentos, verídico, autêntico e justificado.” Esta particularidade de contar histórias a partir da ideia de ter bases verídicas acabaria por se tornar numa constante nas obras de Camilo e  uma das práticas mais “emprestadas” por outros autores nacionais da época. Mas ao contrário de outros trabalhos camilianos que têm de facto, forte inspiração em factos verídicos, históricos ou mesmo autobiográficos, o Mistérios de Lisboa é quase inteiramente um romance ficcional, incluindo apenas algumas reminiscências biográficas do autor e cuja inspiração advém do título da obra “Les Mystères de Paris” do autor francês Eugène Sue, mas cuja similaridade não passa disso mesmo – apenas do título.

Apesar do seu título “Mistérios de Lisboa”, os conflitos da narrativa têm como cenário a vastidão do mundo, decorrendo não apenas em terras de Portugal, mas também do Brasil, França, Bélgica, Inglaterra, as colónias africanas e até do Japão, e são conflitos marcados por vectores que iriam perdurar noutras novelas suas posteriores: a vingança, o amor de mãe, a passionalidade, que se confunde com a ganância, a perversidade, a santidade e pecadores que ascendem à virtude conquistada através de sofrimentos e de lágrimas.
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Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da B. ESLA para apoio ao currículo.
 
FILOSOFIA
Valores – subjetivismo e objetivismo axiológico:
https://create.kahoot.it/share/valores-subjetivismo-e-objetivismo-axiologico/5684eca5-72fa-4e47-aa40-c2fdc744c392

Filosofia – 10º ano:

• Filosofia Moral – Aula 1 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=ptL7mg2KkjQ
• Filosofia Moral – Aula 2 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=0ZH9zT1kauE
• Filosofia Moral – Aula 3 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
https://www.youtube.com/watch?v=DggGoMaMuhs

• Material de apoio à aulas sobre a Filosofia Moral (disponível DREMadeira – telensino):
https://aia.madeira.gov.pt/images/files/telensino/FILOSOF10_Aulas_1_2_3_4_21e28abril_5e12maio.pdf

segunda-feira, 1 de junho de 2020

APOIO AO CURRÍCULO

Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da BESLA para apoio ao currículo.
Português (Secundário):
- Orpheu e o início do Modernismo em Portugal https://ensina.rtp.pt/artigo/orpheu-e-o-inicio-do-modernismo-em-portugal/
- Fernando Pessoa: poeta e escritor por vocação https://ensina.rtp.pt/artigo/fernando-pessoa/
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Materiais/recursos que foram recolhidos pelos elementos da equipa da BESLA para apoio ao currículo.

Facebook da BESLA:

Educação Visual/Desenhohttps://youtu.be/rrm_pZGm2kk  

sexta-feira, 29 de maio de 2020


in: https://blogue.rbe.mec.pt

https://brasil.elpais.com/ideas/2020-05-24/ler-em-um-formato-diferente-e-ler-pior.html?fbclid=IwAR2Dp6D0KBctRIQl86bHs3zBd0Gr9DBz29PC-91ZSXMFg1ZxNcWM_MDMxb0

Ler em um formato diferente é ler pior?

O confinamento aumentou ainda mais a digitalização de nossa leitura, que transforma silenciosamente nossos circuitos neurais. Há vantagens em consumir conteúdo em papel em relação ao do celular ou de um e-book?

Jovem lê um livro digtal em Sevilla, na Espanha, no último dia 20 de maio.
Jovem lê um livro digtal em Sevilla, na Espanha, no último dia 20 de maio.PACO PUENTES / EL PAIS
Carmen Pérez-Lanzac
O circuito neural que nos dá a capacidade cerebral para ler está mudando rapidamente para todos. Tablets, computadores, laptops, Kindles e celulares estão substituindo os antigos livros, promovendo uma transformação silenciosa em cada um de nós. O ser humano não nasceu para ler. A aquisição da alfabetização é uma das conquistas mais importantes do Homo sapiens. O ato de ler reorganizou completamente um circuito de nosso cérebro. Mudou a própria estrutura das conexões neurais e isso transformou a natureza do pensamento humano. Em 6.000 anos, a leitura deu impulso ao nosso desenvolvimento intelectual. A qualidade de nossa leitura não é apenas um indicador de nosso pensamento, é a melhor maneira que conhecemos para desenvolver novos caminhos na evolução cerebral de nossa espécie. Mas, como mudou a qualidade de nossa atenção à medida que lemos mais e mais em telas e dispositivos digitais? Este processo vem sendo reforçado durante o confinamento. Nossa capacidade de percepção estará, como afirmou o filósofo Josef Pieper, diminuindo ao nos depararmos com um excesso de estímulos e informações?
Em seu livro O Cérebro no Mundo Digital - Os Desafios da Leitura na Nossa Era (Editora Contexto), a neurocientista Maryanne Wolf, diretora do Centro para a Dislexia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, observa que no cérebro impera uma máxima: "Use essa capacidade ou perca-a". Assim, cada meio de leitura beneficia alguns processos cognitivos em detrimento de outros. Wolf lança uma pergunta: a mistura de estímulos que distraem continuamente nossa atenção e o acesso imediato a várias fontes de informação dá ao leitor menos incentivo para construir suas próprias reservas de conhecimento e pensar criticamente por si mesmo?
A plasticidade do nosso cérebro nos permite formar circuitos cada vez mais extensos e sofisticados, dependendo do que lemos e em que plataforma o fazemos. Como sugeriu o psicólogo cognitivo Keith Stanovich, aqueles que não leram muito e bem terão menos bases para a inferência, a dedução e o pensamento analógico, ficando propensos a serem vítimas de informações falsas ou não comprovadas. Wolf acredita que não vemos mais nem ouvimos com a mesma qualidade de atenção porque vemos e ouvimos muito e, além disso, também queremos mais.
Ela mesma vivenciou a mudança. Teve que se esforçar para reler O Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse, um dos livros que a marcaram em sua juventude e que lembrava que não era especialmente leve. Depois de um primeiro fracasso, teve que definir períodos de leitura de 20 minutos para terminar o livro, o que lhe tomou duas semanas. “O ritmo vertiginoso com que eu costumara ler meus gigabytes diários de informações não me permitia parar o tempo suficiente para entender o que Hesse estava transmitindo”, escreve ela em O Cérebro no Mundo Digital.
A linguista Naomi Baron é, com Wolf, a ponta de lança dessa questão nos Estados Unidos. Baron comenta que os jovens trocam de mídia 27 vezes por hora e, em média, consultam o celular entre 150 e 190 vezes por dia. Por sua plasticidade, afirma o neurocientista argentino Facundo Manes, o cérebro se adapta às mudanças ambientais e a atenção que dedicamos aos avanços possíveis graças às novas tecnologias nos faz enfrentar uma nova maneira de processar informações. O cérebro tem que se adaptar a essas mudanças, e as crianças e os jovens que estão crescendo entregues às novas tecnologias possivelmente desenvolvam e potencializem a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo "em detrimento de outras habilidades”.
Nem todos os especialistas concordam com essa tese ou acreditam que nossa leitura seja afetada pelo formato escolhido. A Comissão Europeia quis fomentar o debate, por isso, apoiou entre 2014 e 2018 (com um milhão de euros no total, cerca de 6 milhões de reais) o projeto E-Read, que financiou 200 professores universitários de toda a Europa para estudar o assunto e se reunirem regularmente. Anne Mangen, do Centro de Leitura da Universidade de Stavanger, na Noruega, foi uma das coordenadoras do grupo. Vários estudos merecem destaque nessa experiência, dois deles da própria Mangen: ela comparou o entendimento impresso e no Kindle de um conto apimentado e de outro de mistério de 28 páginas (o mais longo estudado até o momento) entre um grupo de alunos do ensino médio. Concluiu que os alunos que leram o livro impresso entenderam melhor as duas histórias, principalmente na hora de ordená-las cronologicamente.
Ladislao Salmerón, professor de Psicologia Evolutiva e Educação da Universidade de Valência, foi com seu então estagiário, Pablo Delgado, o autor do estudo mais relevante da equipe conhecida como Grupo Stavanger. Eles realizaram um metaestudo de 54 estudos realizados entre 2000 e 2017, com um total de 170.000 participantes de diferentes idades, que demonstra que a compreensão de textos expositivos e informativos (não narrativos) é maior quando são lidos em papel do que em mídia digital, especialmente se o leitor está com um tempo de leitura limitado. “O que descobrimos é que, em igualdade de condições, sistematicamente se entende melhor o que é lido em papel”, diz Salmerón. E o que mais o surpreendeu: quanto mais jovens as pessoas, maior a diferença de compreensão entre os dois formatos.
Durante a década passada, houve um importante esforço para aproximar as telas das escolas. O projeto One Toplap per Child, planejado para reduzir o fosso digital, levou minicomputadores para crianças do Uruguai a Ruanda. Outros projetos os levaram a Glasgow ou ao Estado do Kansas. Também na Espanha houve esforços para aproximar a tecnologia dos pequenos. O Governo da Andaluzia entregou um minicomputador a 390.000 estudantes. Salmerón, que está em contato com a comunidade educacional, diz que recebe cada vez mais pedidos para falar sobre os possíveis efeitos negativos da leitura excessiva nas telas. "A tecnologia entrou nas escolas levada por esperança e fé", diz Anna Mangen, "e muita gente tem vergonha de se tornar antiquada vetando a tecnologia". Ladislao não se esquecer da reação de um alto funcionário dinamarquês que participou de uma das apresentações do Grupo Stavanger: "Mas o que fizemos?”.
Um dos assuntos que preocupam os especialistas em ensino é o efeito que essa nova maneira de ler pode ter nas universidades. Uma pesquisa realizada por Baron e Mangen com professores universitários dos Estados Unidos e da Noruega, que será divulgada no próximo ano, revelou que 40% dos 150 entrevistados pedem aos alunos menos leituras que antes e um terço deles respondeu que fazia isso porque diretamente não liam o que lhes pediam que lessem. No total, 81% afirmaram que em sua opinião a tecnologia digital está levando os alunos a leituras mais superficiais.

Distintos graus de interesse na Europa

Antes de decretar o estado de alarme, Salmerón preparava um estudo com cerca de 100 estudantes universitários para detectar, por meio de um eletroencefalograma, o nível de atenção durante a leitura em formato impresso e digital (o financiamento era do BBVA). Atualmente, ele está computando os resultados de uma pesquisa com 4.000 espanhóis sobre as mudanças nos hábitos de leitura durante o confinamento. O professor acredita que, embora o aumento da leitura digital ajude a se chegar a alunos que, de outra forma, não teriam acesso às leituras em papel, é urgente encontrar soluções para limitar os efeitos negativos que o formato digital tem na compreensão da leitura. Ele vê um contraste importante no interesse por essa questão em relação ao norte da Europa. Diz que, para fazer um estudo sobre o benefício da leitura nas telas, encontra inúmeros candidatos. Por outro lado, para estudar seu lado negativo, é difícil encontrar participantes e patrocinadores. Cita André Schueller-Zwierlein, responsável pela biblioteca da Universidade de Regensburg (Alemanha), por seu esforço na promoção da leitura profunda. Schueller-Zwierlein considera que as bibliotecas têm a responsabilidade de criar salas diferentes para diferentes tipos de leitura (em sua biblioteca há 13 salas diferentes) e promover o ensino das habilidades de leitura.
Há pouco mais de um ano, o Grupo Stavanger divulgou uma declaração resumindo os resultados obtidos pelos pesquisadores participantes. Um dos responsáveis ​​pela redação, Paul van den Broek, especialista holandês e membro do grupo de profissionais que prepara o relatório PISA, destaca que não se opõe à leitura digital, mas ressalta que cada formato tem um público para o qual é adequado e que o assunto precisa ser aprofundado. A declaração defende a relevância do texto impresso para a leitura de textos longos, especialmente quando se trata de compreender em profundidade e reter informações.
Dentre as recomendações incluídas, três se destacam: 1) ampliar a pesquisa sobre as condições em que o aprendizado e a compreensão em textos impressos e digitais aumentam ou diminuem, 2) o ensino aos estudantes de estratégias de domínio da leitura em profundidade no ambiente digital e que as instituições educacionais motivem os alunos a ler livros impressos em sua grade curricular e 3) que os professores estejam cientes de que intercambiar o aprendido mediante papel e lápis não é indiferente à mudança para o digital.
Ler nem sempre é divertido. Implica esforço, diz Anna Mangen. “Devemos pedir evidências de que a leitura digital melhora a leitura”, diz a especialista norueguesa, que enfatiza: “É importante, pois é uma questão de saúde mental”. Como disse o visionário tecnológico Edward Tenner, seria uma pena se uma tecnologia tão genial acabasse ameaçando o tipo de intelecto que a tornou possível.
in:  https://blogue.rbe.mec.pt/
     https://app.box.com/s/i28zcfg2wpt0nmu3ifujw5a63l2pp745 

A LER,
 COM MUITA ATENÇÃO



Tu e a Internet | e-book

(Ab)uso, Crime e Denúncia

28.05.20
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Com o objetivo de contribuir para que crianças e jovens façam um uso cada vez mais seguro da Internet, conheçam os direitos que, enquanto utilizadores, lhes assistem e saibam como exercê-los, a Procuradoria-Geral da República publica esta edição atualizada da brochura "Tu e a Internet".

ÀS CRIANÇAS, JOVENS, PAIS E PROFESSORES:
Em 2013, Tu e a Internet dava conta do apelo que o mundo digital representa, dos riscos que o seu uso não informado acarreta, e do objetivo de contribuir para a utilização segura da Internet, em especial por crianças e jovens.
Seja como ferramenta de trabalho, de apoio escolar, de pesquisa, de comunicação ou de entretenimento, a Internet todos os dias ganha espaço no nosso quotidiano, fazendo aumentar o desafio da sua utilização segura.
O novo coronavírus intensificou o recurso ao mundo digital nos mais diversos setores da vida comunitária, social e pessoal.Isolamento, confinamento e distanciamento social são as medidas mais utilizadas para evitar a propagação da COVID 19.
Em Portugal, como noutros países, os ensinos pré-escolar, básico e, em parte, secundário são, hoje, assegurados por via de plataformas digitais.
Milhares de crianças e jovens têm aulas com recurso à Internet, socializam com colegas, amigos e familiares em ambiente digital, que também serve para se descontraírem e divertirem.
Esta maior permanência online justifica que, de novo, voltemos a falar sobre atividades ilícitas praticadas com recurso à Internet, direitos das pessoas que delas sejam vítimas, e da responsabilidade de quem faz esse uso indevido.
Com o objetivo de evitar que crianças e jovens sejam vítimas de condutas ilícitas e usem a internet de forma mais atenta e cuidada, Tu e a Internet continua a abordar aspetos relacionados com as principais atividades criminosas que, na atualidade, são praticadas online. E porque nem sempre é possível evitar tais atividades ilícitas é fornecida informação atualizada que permitirá às vítimas, crianças e jovens em especial, saber como reagir, com quem contactar e como estabelecer esse contacto.
O objetivo mantém-se!
Queremos continuar a contribuir para que crianças e jovens façam um uso seguro da Internet!
Gabinete Cibercrime
Gabinete da Família, da Criança e do Jovem
In "Tu e a Internet"

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Materiais de apoio ao estudo d'Os Lusíadas, nomeadamente, de todas as Reflexões do Poeta.

Material de estudo compilado pela Profª Luisa Dordio para todos os alunos.
Um muito obrigado.






Pavilhão do Conhecimento

Link de acesso à visita virtual das exposições no pavilhão do conhecimento, 
neste momento é uma visita interessante de se fazer por casa.

Pesquisado pela Profª Ana Cláudia.



terça-feira, 19 de maio de 2020

Materiais de apoio organizados pelo 
prof. António Gonçalves
No âmbito da disponibilização -pela biblioteca- de materiais de apoio às diferentes disciplinas, envio uma  relação de links para uns Kahoots que fiz sobre conteúdos do 10º ano de Filosofia.
Envio também uma recolha dos endereços de vídeos no youtube onde podemos encontrar aulas de filosofia do 10º e 11º ano produzidas no âmbito do telensino pela Direção Geral de Educação da Madeira /RTPMadeira. No mesmo documento também estão os links para os materiais de apoio a essas aulas e que estão disponibilizados na própria página criada sob a tutela da DGEMadeira - telensino.


António Gonçalves



MATERIAIS DE APOIO À DISCIPLINA DE FILOSOFIA

Kahoots (materiais produzidos em função do manual adotado pela escola)
Valores – subjetivismo e objetivismo axiológico:
O Subjetivismo axiológico:
Valores morais – o utilitarismo:


Pela Direção Regional de Educação da Madeira - Telensino
Página inicial com um conjunto de recursos para apoiar o ensino a distância:

Especificamente para o ensino secundário:

Filosofia – 10º ano:

§  Filosofia MoralAula 1 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia Moral – Aula 2 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia Moral – Aula 3 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):

§  Material de apoio à aulas sobre a Filosofia Moral (disponível DREMadeira – telensino):


Filosofia – 11º ano:

§  Filosofia da ArteAula 1 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da Arte – Aula 2 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da Arte. Teorias especialistas – Aula 3 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da Arte – Aula 4 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da ReligiãoAula 5 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da Religião – Aula 6 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):
§  Filosofia da Religião – Aula 7 (disponível no Youtube / RTP Madeira – telensino):

Material de apoio às aulas online (telensino) de Filosofia – 11º ano
§  Teorias da arte essencialistas:
§  Teorias da arte não essencialistas: