“Efeito Borboleta”
Imbuídos do espírito classicista da ciência, apologético da previsibilidade causal, pensamos que se A causa B, será suficiente para reescrever a história natural e humana conhecer as causas para manipularmos os efeitos. Confinando a auréola da realidade ao desejo sobre-humano de tudo poder controlar e transformar, encontramo-nos aprisionados nas nossas próprias mentiras.
Confrontados com a factualidade bruta de que a natureza não é socialista, redimimo-nos perante a evidência de que até o simples bater das asas de uma borboleta pode causar uma tempestade no outro lado do mundo.
Os gregos consideravam que a psique era a representação da alma, sinónima de sopro da vida, geralmente representada por uma figura feminina, com asas de borboleta. A crisálida transformada simbolizaria a qualidade de vida que se metamorfoseia nas várias facetas do que somos.
Nesta fronteira entre o possível e o real criámos simulacros com o objectivo de substituir a verdade. Simulacros políticos, económicos, culturais, biológicos, ambientais, religiosos.
Perante o estranhamento do mundo e o afastamento ontológico do ser humano do espaço sagrado, perante um universo sem sentido profanado, as duas portas do “Castelo do Barba Azul” já não são uma possibilidade em aberto.
Só há uma porta e, por ela, a nossa psique reescreve o nosso obituário, com o seguinte epitáfio: “ Aqui jaz a humanidade, ufana e grandiosa no amor demonstrado pelo ser humano.”
Confrontados com a factualidade bruta de que a natureza não é socialista, redimimo-nos perante a evidência de que até o simples bater das asas de uma borboleta pode causar uma tempestade no outro lado do mundo.
Os gregos consideravam que a psique era a representação da alma, sinónima de sopro da vida, geralmente representada por uma figura feminina, com asas de borboleta. A crisálida transformada simbolizaria a qualidade de vida que se metamorfoseia nas várias facetas do que somos.
Nesta fronteira entre o possível e o real criámos simulacros com o objectivo de substituir a verdade. Simulacros políticos, económicos, culturais, biológicos, ambientais, religiosos.
Perante o estranhamento do mundo e o afastamento ontológico do ser humano do espaço sagrado, perante um universo sem sentido profanado, as duas portas do “Castelo do Barba Azul” já não são uma possibilidade em aberto.
Só há uma porta e, por ela, a nossa psique reescreve o nosso obituário, com o seguinte epitáfio: “ Aqui jaz a humanidade, ufana e grandiosa no amor demonstrado pelo ser humano.”
A Coordenadora da BE: Inês Aguiar

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