Há muito, muito tempo, num pequeno reino, que sempre sofrera ataques dum reino vizinho, vivia um pretoriano. Esse homem trabalhava desde os seus dezoito anos, tendo como função defender o palácio e a família real.
Mas, hoje, esse homem exemplar não se encontra a vigiar o palácio, estava num bar onde bebia incessantemente, devido à decisão do rei.
No dia anterior, um diplomata do reino vizinho, acompanhado pela cavalaria, dirigiu-se ao palácio do pequeno reino para participar numa conferência diplomática. Enquanto, o diplomata era recebido pelo rei, o povo mantinha-se em frente ao palácio atento a todos os movimentos. As gentes do povo conversavam entre elas. Algumas preocupavam-se com a reunião, não sabiam qual seria a decisão tomada, outras discutiam, pois estavam preocupadas com o futuro do pequeno reino.
Três horas depois, a decisão do rei foi anunciada às gentes do pequeno reino. O rei aceitou o pacto de não agressão, mas decidiu, também, que o pequeno reino deveria entregar uma parte da sua riqueza ao seu reino, isto todos os anos, e que a princesa do reino pequeno deveria casar-se com o príncipe do reino vizinho.
Para as gentes do povo foi uma aflição. A princesa, de quem o povo gostava e respeitava, deixaria o pequeno reino. Mas, por outro lodo, foi também uma alegria pois a guerra iria terminar. Esta era a única forma do pequeno reino sobreviver.
Entretanto, o homem continuava a beber no bar.
Está a anoitecer, o sol pôs-se. Desde o início da tarde que as tropas da princesa, os seus soldados, as aias e o diplomata estam a caminho do reino vizinho.
-BANG- um barulho intenso se faz ouvir. A terra, bruscamente, treme.
O homem deixa de beber e levanta-se imediatamente. Neste momento, os barulhos continuam e no bar os copos e as garrafas caiem ruidosamente.
“A princesa e as suas tropas! Tenho que ir ver o que se passou”. Pensa esse homem. Apressa-se para sair do bar, chega rapidamente a casa, pega na sua espada e procura o seu cavalo, pois as tropas da princesa estão distantes do pequeno reino. Encontra o seu cavalo que está ao sol nas traseiras de casa.
O cavalo é todo preto, com excepção da crina que é cinzenta, tem, também, uma cicatriz branca no meio da testa. O cavalo é silencioso e inteligente.
Esse homem monta o seu cavalo e ambos partem, a grande velocidade para oeste.
O cavalo galopa cada vez mais rápido, o vento sopra fortemente; o tremor de terra é cada vez mais violento e os gritos estridentes soam cada vez mais alto.
Cerca de vinte minutos depois, esse homem, finalmente, chega ao lugar onde se encontram as tropas da princesa. O homem fica petrificado, pois há numerosos corpos no chão, a princesa medrosa encontra-se na sua carruagem, junto a um gigante irado que tinha pelo menos, cem metros de altura.
Esse gigante era robusto e louco, tinha cabelos rebeldes e pretos e uns olhos negros profundos. Segurava um bastão de madeira e ,debaixo do luar, parecia um monstro enorme e diabólico.
“Não consigo lutar com um gigante, mas tenho de salvar a princesa! O é que eu posso fazer?” Pensou o homem.
Enquanto esse homem pensava, em cima do seu cavalo, o gigante começou a observá-lo e de repente correu na sua direcção. O homem começou a puxar o cavalo para a direita sem pensar, ao mesmo tempo que o gigante se aproximava. Nesse momento, encontrou uma agulha gigante e brilhante que cravou na cabeça do gigante.
Mas, isso de nada serviu! O gigante ainda ficou mais enfurecido. Ele recomeça a atacar o homem, mas este consegue, mais uma vez, evitar o ataque. De repente , o homem tem uma ideia! Salta do cavalo e sussurra-lhe ao ouvido o plano que acabara de engendrar. O cavalo, que era muito inteligente, percebendo de imediato o plano, começa a andar à volta do gigante, fazendo com que este se distraia do homem. Em simultâneo, estando o gigante distraído, o homem começa a trepar pelo gigante, sem que este se aperceba. Sobe lentamente pelas pernas, pelas costas, pelo pescoço até que chegar à cabeça do gigante.
Aí, no meio do cabelo mal cheiroso, encontra a agulha gigante que poucos minutos antes cravara na cabeça do gigante. Fazendo um grande esforço, consegue arrancar a agulha.
É nesse momento, que um feixe de luz verde, que emana da agulha, atinge a princesa. Ouve-se um barulho ensurdecedor e, num clique, a princesa transforma-se numa burra branca. Na verdade, não era uma burra branca, mas sim cinzenta clara com um rabo castanho.
Quando o homem retira a agulha, o gigante recupera as suas forças e agitando-se consegue fazer com que o homem caia. Mas hoje, era o seu dia de sorte, pois conseguiu cair sentado no seu cavalo, embora tenha alguns ferimentos nas costas.
O homem desmontando o cavalo, aproxima-se da princesa, ou seja, da burra. A princesa burra parece estar confusa. Nesse preciso momento, o cavalo toca a agulha com o nariz.
“Se calhar ainda me vai ser útil”, pensa o homem, guardando a agulha no cinto. Depois, senta-se no chão e pensa no que deverá fazer agora.
“É melhor voltamos ao reino, mas a princesa burra está confusa e não consegue andar!”
-BONG- Novo barulho, a terra treme e interrompe os pensamentos do homem.
Como que por magia, o gigante, que coça a cabeça, agradece ao homem, e pengunta-lhe se o pode ajudar.
Esse homem tem uma ideia! Pede ao gigante se os pode levar para o reino. O gigante aceita. Põe o homem, o cavalo e a princesa transformada em burra em cima da cabeça. Embora a cabeça do gigante cheire mal, todos se sentem felizes com a ideia do homem.
O gigante corre velozmente em direcção ao reino. Pouco minutos depois, já próximos do reino, sentem que algo está mal, pois o ar é gélido e o castelo que se vê ao longe é negro como a noite.
De repente o ar ganha um cheiro insuportável. Todos os edifícios, todas as ruas, todas as plantas, todas as pessoas, todos os soldados, o castelo e todo o reino estão transformados em gelo.
Nesse momento, a princesa, isto é a burra, recupera as forças, mas transforma-se também, em gelo.
O homem cerra os punhos e começa a pensar profundamente.
-Vamos ao reino vizinho! – ordena o homem.
O gigante põe outra vez o homem, o cavalo e a princesa burra, agora transformada em cubo de gelo, em cima da cabeça e corre.
A calamidade ainda não terminou, uma mutação começa no corpo da princesa. A maior parte do seu corpo torna-se castanha, em vez de cinzento claro e o rabo castanho assim como a parte de trás do corpo ficam vermelhos.
O gigante corre mais rápido, pois no reino vizinho existem médicos e mágicos que conseguirão ajudar a princesa.
Poucos minutos depois, chegam à praia.
O reino vizinho situa-se no outro lado do mar, num ilha grande. O homem precisa de atravessar o mar.
O gigante consegue pedir emprestado um barco a um pescador gigante. De imediato o pescador arrasta o barco para o mar e chama o homem e os outros para entrarem no barco.
De repente, aparecem uns polvos gigantes que atacam e destroem todos os barcos e todos os gigantes. Os barcos afundam-se e para piorar a situação os polvos estão protegidos por bruxaria, anulando assim os ataques dos gigantes.
O homem também quer lutar, mas sente que é inutil. O cavalo parece adivinhar o pensamento do homem e aponta, com a cabeça, para a agulha.
O homem olha para a agulha, pensa que esta ainda está enfeitiçada. Dá a agulha ao gigante. O gigante segura-a, lança-a com força e esta pica profundamente a cabeça de um dos polvos. Esse polvo, bruscamente, incha e, poucos segundos depois, explode.
Com a morte deste polvo, todos os outros fogem para as profundeza do mar.
Embora tivesse ganho esta luta, todos os barcos se afundam.
Nesse momento, aparece o chefe da aldeia gigante, agredece, e, compreendendo a situação do homem, leva-os para sua casa. Já em sua casa, o chefe mostra o seu animal favorito, um dragão amarelo de tamanho médio, isto é ,com dez metros de altura. O chefe empresta o dragão ao homem para salvar os gigantes.
Esse homem e outros montam o dragão, deixam ficar o gigante na sua aldeia, porque o seu tamanho não lhe permite viajar nas costas do dragão.
O dragão deixa devagar a terra para subir ao céu e quando atinge determinada altura acelera.
Rapidamente, chegam à ilha do reino vizinho. O dragão continua a voar pelas florestas e planícies até que conseguem avistar o castelo do reino vizinho.
-Voa para abaixo – disse o homem.
O dragão começa a descer, contudo, um feixe de luz preto caótico, que surge de um monte, envolve todo o reino vizinho e , num momento, o reino vizinho desaparece.
O homem olha para o monte e vê uma enorme cratera. Pede, então, ao dragão que o deixe na cratera.
O dragão voa com ajuda dos últimos raios solares, lentamente e cuidadosamente.
O dragão atinge o chão de mármore. A cratera era um espaço circular, com luzes verdes nas paredes. Em frente do homem, há um portão vermelho da mesma altura da parede que é vinte vezes a altura do homem.
Enquanto o homem se apressava a entrar, o portão abre-se lentamente. Já passado o portão, o homem vê no fundo dum quarto um trono, onde está sentado um velho. O velho, que era mesmo muito velho, tinha 300 anos, 500 anos, 800 anos ou mais. A sua pele era mais encarquilhada que o tronco de uma velha árvore, o seu cabelo era mais seco que a areia e os seus olhos eram mais maléficos que os olhos do diabo.
O homem puxa a espada rapidamente, aproxima-se do velho e corta-o, mas a espada atravessa o velho sem o magoar, parece uma assombração.
O velho ergue o dedo indicador: e o homem e a princesa começam a flutuar no ar e o dragão não se consegue mover.
O homem debate-se, mas não consegue fazer nada.
- Finalmente, vocês vieram – disse o velho com um som seco. – Estava à procura de uma bruxaria que me tornasse jovem, mas para isso preciso do sangue fresco de uma princesa pura, uma cabeça viva de um dragão e um coração quente de um homem corajoso.
O velho ergue outra vez o dedo, a princesa, ou seja, a burra, transforma-se em princesa e o tom vermelho do seu corpo dirige-se para o velho. Esse vermelho é o sangue da princesa.
- Não! – grita o homem, que não consegue fazer nada.
Mas, hoje continuava a ser o seu dia de sorte.
O cavalo, já livre, relincha e a sua cicatriz começa a brilhar enchendo todo o espaço de luz. O cavalo desparece e um unicórnio surge no seu lugar.
O unicórnio, envolvido de uma luz suave, relincha novamente, anula as bruxarias que paralisam o homem e o dragão; o velho, assustado, levanta as mãos e emite um feixe de luz preto. Mas, de repente, a luz suave do unicórnio sobrepõem-se à luz preta. O velho é atingido e transforma-se num dragão com três cabeças.
As suas três cabeças aproximam-se e criam uma chama com três cores. Esse dragão tenta atingir o unicórnio, mas não consegue. Ao mesmo tempo, a luz suave rodeia o homem e a sua espada, no entanto, este consegue flutuar e atingir o dragão no meio das três cabeças.
Nesse momento, o dragão das três cabeças, transforma-se numa pedra.
...
Após a morte do velho, tudo o que tinha sido atingido pela sua bruxaria volta ao normal.
E o reino pequeno e o reino vizinho? Também eles voltam ao normal, voltam a reafirmar o pacto de não agressão e festejam assim durante três dias o casamento da princesa, que misteriosamente tem agora uma pequena cicatriz no meio da testa.
E o homem? O homem começa a viajar pelo mundo com o seu dragão amarelo e a sua mulher. E quanto tempo demora essa viagem? Como é hábito dos contos infantis, essa viagem demora uma eternidade.
Mas, hoje, esse homem exemplar não se encontra a vigiar o palácio, estava num bar onde bebia incessantemente, devido à decisão do rei.
No dia anterior, um diplomata do reino vizinho, acompanhado pela cavalaria, dirigiu-se ao palácio do pequeno reino para participar numa conferência diplomática. Enquanto, o diplomata era recebido pelo rei, o povo mantinha-se em frente ao palácio atento a todos os movimentos. As gentes do povo conversavam entre elas. Algumas preocupavam-se com a reunião, não sabiam qual seria a decisão tomada, outras discutiam, pois estavam preocupadas com o futuro do pequeno reino.
Três horas depois, a decisão do rei foi anunciada às gentes do pequeno reino. O rei aceitou o pacto de não agressão, mas decidiu, também, que o pequeno reino deveria entregar uma parte da sua riqueza ao seu reino, isto todos os anos, e que a princesa do reino pequeno deveria casar-se com o príncipe do reino vizinho.
Para as gentes do povo foi uma aflição. A princesa, de quem o povo gostava e respeitava, deixaria o pequeno reino. Mas, por outro lodo, foi também uma alegria pois a guerra iria terminar. Esta era a única forma do pequeno reino sobreviver.
Entretanto, o homem continuava a beber no bar.
Está a anoitecer, o sol pôs-se. Desde o início da tarde que as tropas da princesa, os seus soldados, as aias e o diplomata estam a caminho do reino vizinho.
-BANG- um barulho intenso se faz ouvir. A terra, bruscamente, treme.
O homem deixa de beber e levanta-se imediatamente. Neste momento, os barulhos continuam e no bar os copos e as garrafas caiem ruidosamente.
“A princesa e as suas tropas! Tenho que ir ver o que se passou”. Pensa esse homem. Apressa-se para sair do bar, chega rapidamente a casa, pega na sua espada e procura o seu cavalo, pois as tropas da princesa estão distantes do pequeno reino. Encontra o seu cavalo que está ao sol nas traseiras de casa.
O cavalo é todo preto, com excepção da crina que é cinzenta, tem, também, uma cicatriz branca no meio da testa. O cavalo é silencioso e inteligente.
Esse homem monta o seu cavalo e ambos partem, a grande velocidade para oeste.
O cavalo galopa cada vez mais rápido, o vento sopra fortemente; o tremor de terra é cada vez mais violento e os gritos estridentes soam cada vez mais alto.
Cerca de vinte minutos depois, esse homem, finalmente, chega ao lugar onde se encontram as tropas da princesa. O homem fica petrificado, pois há numerosos corpos no chão, a princesa medrosa encontra-se na sua carruagem, junto a um gigante irado que tinha pelo menos, cem metros de altura.
Esse gigante era robusto e louco, tinha cabelos rebeldes e pretos e uns olhos negros profundos. Segurava um bastão de madeira e ,debaixo do luar, parecia um monstro enorme e diabólico.
“Não consigo lutar com um gigante, mas tenho de salvar a princesa! O é que eu posso fazer?” Pensou o homem.
Enquanto esse homem pensava, em cima do seu cavalo, o gigante começou a observá-lo e de repente correu na sua direcção. O homem começou a puxar o cavalo para a direita sem pensar, ao mesmo tempo que o gigante se aproximava. Nesse momento, encontrou uma agulha gigante e brilhante que cravou na cabeça do gigante.
Mas, isso de nada serviu! O gigante ainda ficou mais enfurecido. Ele recomeça a atacar o homem, mas este consegue, mais uma vez, evitar o ataque. De repente , o homem tem uma ideia! Salta do cavalo e sussurra-lhe ao ouvido o plano que acabara de engendrar. O cavalo, que era muito inteligente, percebendo de imediato o plano, começa a andar à volta do gigante, fazendo com que este se distraia do homem. Em simultâneo, estando o gigante distraído, o homem começa a trepar pelo gigante, sem que este se aperceba. Sobe lentamente pelas pernas, pelas costas, pelo pescoço até que chegar à cabeça do gigante.
Aí, no meio do cabelo mal cheiroso, encontra a agulha gigante que poucos minutos antes cravara na cabeça do gigante. Fazendo um grande esforço, consegue arrancar a agulha.
É nesse momento, que um feixe de luz verde, que emana da agulha, atinge a princesa. Ouve-se um barulho ensurdecedor e, num clique, a princesa transforma-se numa burra branca. Na verdade, não era uma burra branca, mas sim cinzenta clara com um rabo castanho.
Quando o homem retira a agulha, o gigante recupera as suas forças e agitando-se consegue fazer com que o homem caia. Mas hoje, era o seu dia de sorte, pois conseguiu cair sentado no seu cavalo, embora tenha alguns ferimentos nas costas.
O homem desmontando o cavalo, aproxima-se da princesa, ou seja, da burra. A princesa burra parece estar confusa. Nesse preciso momento, o cavalo toca a agulha com o nariz.
“Se calhar ainda me vai ser útil”, pensa o homem, guardando a agulha no cinto. Depois, senta-se no chão e pensa no que deverá fazer agora.
“É melhor voltamos ao reino, mas a princesa burra está confusa e não consegue andar!”
-BONG- Novo barulho, a terra treme e interrompe os pensamentos do homem.
Como que por magia, o gigante, que coça a cabeça, agradece ao homem, e pengunta-lhe se o pode ajudar.
Esse homem tem uma ideia! Pede ao gigante se os pode levar para o reino. O gigante aceita. Põe o homem, o cavalo e a princesa transformada em burra em cima da cabeça. Embora a cabeça do gigante cheire mal, todos se sentem felizes com a ideia do homem.
O gigante corre velozmente em direcção ao reino. Pouco minutos depois, já próximos do reino, sentem que algo está mal, pois o ar é gélido e o castelo que se vê ao longe é negro como a noite.
De repente o ar ganha um cheiro insuportável. Todos os edifícios, todas as ruas, todas as plantas, todas as pessoas, todos os soldados, o castelo e todo o reino estão transformados em gelo.
Nesse momento, a princesa, isto é a burra, recupera as forças, mas transforma-se também, em gelo.
O homem cerra os punhos e começa a pensar profundamente.
-Vamos ao reino vizinho! – ordena o homem.
O gigante põe outra vez o homem, o cavalo e a princesa burra, agora transformada em cubo de gelo, em cima da cabeça e corre.
A calamidade ainda não terminou, uma mutação começa no corpo da princesa. A maior parte do seu corpo torna-se castanha, em vez de cinzento claro e o rabo castanho assim como a parte de trás do corpo ficam vermelhos.
O gigante corre mais rápido, pois no reino vizinho existem médicos e mágicos que conseguirão ajudar a princesa.
Poucos minutos depois, chegam à praia.
O reino vizinho situa-se no outro lado do mar, num ilha grande. O homem precisa de atravessar o mar.
O gigante consegue pedir emprestado um barco a um pescador gigante. De imediato o pescador arrasta o barco para o mar e chama o homem e os outros para entrarem no barco.
De repente, aparecem uns polvos gigantes que atacam e destroem todos os barcos e todos os gigantes. Os barcos afundam-se e para piorar a situação os polvos estão protegidos por bruxaria, anulando assim os ataques dos gigantes.
O homem também quer lutar, mas sente que é inutil. O cavalo parece adivinhar o pensamento do homem e aponta, com a cabeça, para a agulha.
O homem olha para a agulha, pensa que esta ainda está enfeitiçada. Dá a agulha ao gigante. O gigante segura-a, lança-a com força e esta pica profundamente a cabeça de um dos polvos. Esse polvo, bruscamente, incha e, poucos segundos depois, explode.
Com a morte deste polvo, todos os outros fogem para as profundeza do mar.
Embora tivesse ganho esta luta, todos os barcos se afundam.
Nesse momento, aparece o chefe da aldeia gigante, agredece, e, compreendendo a situação do homem, leva-os para sua casa. Já em sua casa, o chefe mostra o seu animal favorito, um dragão amarelo de tamanho médio, isto é ,com dez metros de altura. O chefe empresta o dragão ao homem para salvar os gigantes.
Esse homem e outros montam o dragão, deixam ficar o gigante na sua aldeia, porque o seu tamanho não lhe permite viajar nas costas do dragão.
O dragão deixa devagar a terra para subir ao céu e quando atinge determinada altura acelera.
Rapidamente, chegam à ilha do reino vizinho. O dragão continua a voar pelas florestas e planícies até que conseguem avistar o castelo do reino vizinho.
-Voa para abaixo – disse o homem.
O dragão começa a descer, contudo, um feixe de luz preto caótico, que surge de um monte, envolve todo o reino vizinho e , num momento, o reino vizinho desaparece.
O homem olha para o monte e vê uma enorme cratera. Pede, então, ao dragão que o deixe na cratera.
O dragão voa com ajuda dos últimos raios solares, lentamente e cuidadosamente.
O dragão atinge o chão de mármore. A cratera era um espaço circular, com luzes verdes nas paredes. Em frente do homem, há um portão vermelho da mesma altura da parede que é vinte vezes a altura do homem.
Enquanto o homem se apressava a entrar, o portão abre-se lentamente. Já passado o portão, o homem vê no fundo dum quarto um trono, onde está sentado um velho. O velho, que era mesmo muito velho, tinha 300 anos, 500 anos, 800 anos ou mais. A sua pele era mais encarquilhada que o tronco de uma velha árvore, o seu cabelo era mais seco que a areia e os seus olhos eram mais maléficos que os olhos do diabo.
O homem puxa a espada rapidamente, aproxima-se do velho e corta-o, mas a espada atravessa o velho sem o magoar, parece uma assombração.
O velho ergue o dedo indicador: e o homem e a princesa começam a flutuar no ar e o dragão não se consegue mover.
O homem debate-se, mas não consegue fazer nada.
- Finalmente, vocês vieram – disse o velho com um som seco. – Estava à procura de uma bruxaria que me tornasse jovem, mas para isso preciso do sangue fresco de uma princesa pura, uma cabeça viva de um dragão e um coração quente de um homem corajoso.
O velho ergue outra vez o dedo, a princesa, ou seja, a burra, transforma-se em princesa e o tom vermelho do seu corpo dirige-se para o velho. Esse vermelho é o sangue da princesa.
- Não! – grita o homem, que não consegue fazer nada.
Mas, hoje continuava a ser o seu dia de sorte.
O cavalo, já livre, relincha e a sua cicatriz começa a brilhar enchendo todo o espaço de luz. O cavalo desparece e um unicórnio surge no seu lugar.
O unicórnio, envolvido de uma luz suave, relincha novamente, anula as bruxarias que paralisam o homem e o dragão; o velho, assustado, levanta as mãos e emite um feixe de luz preto. Mas, de repente, a luz suave do unicórnio sobrepõem-se à luz preta. O velho é atingido e transforma-se num dragão com três cabeças.
As suas três cabeças aproximam-se e criam uma chama com três cores. Esse dragão tenta atingir o unicórnio, mas não consegue. Ao mesmo tempo, a luz suave rodeia o homem e a sua espada, no entanto, este consegue flutuar e atingir o dragão no meio das três cabeças.
Nesse momento, o dragão das três cabeças, transforma-se numa pedra.
...
Após a morte do velho, tudo o que tinha sido atingido pela sua bruxaria volta ao normal.
E o reino pequeno e o reino vizinho? Também eles voltam ao normal, voltam a reafirmar o pacto de não agressão e festejam assim durante três dias o casamento da princesa, que misteriosamente tem agora uma pequena cicatriz no meio da testa.
E o homem? O homem começa a viajar pelo mundo com o seu dragão amarelo e a sua mulher. E quanto tempo demora essa viagem? Como é hábito dos contos infantis, essa viagem demora uma eternidade.
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