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Conheça
as impressionantes mudanças cerebrais que a leitura provoca
agosto 11, 2017

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Shelley, biografia de uma mente criativa
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labirintos do pudor
Diferentes atividades podem gerar
mudanças cerebrais positivas. Uma delas é a leitura. Ela é fascinante e provoca
modificações incríveis. Devo dizer que nem todos os livros são capazes de
causar grande impacto mental. De acordo com vários estudos, ler
histórias sobre personagens, reais ou fictícios, é uma das atividades que geram
mais transformações.
Atualmente muitos se perguntam
para que serve a literatura. Na verdade, algumas pessoas até questionam seu valor, acreditando que é o mesmo
que assistir a um filme, mas com uma dose extra de dificuldade. Um livro e suas
letras devem competir com os efeitos especiais alcançados no cinema ou na
televisão. Nem todos conseguem chegar a esse ponto onde você faz parte do livro
que está lendo, então, preferem ver tudo em uma tela.
No entanto, é claro que a
leitura é uma experiência muito diferente da de assistir a um filme. Primeiro,
você precisa de mais concentração, abstração e imaginação. Em segundo lugar, as
mudanças que ela provoca no cérebro são muito mais intensas e duradouras.
Vejamos o que alguns especialistas dizem sobre isso.
Mudanças cerebrais na
percepção
A sua percepção do mundo muda
quando você está lendo. Como afirma Keith Oatley, professor de
Psicologia Cognitiva da Universidade de Toronto (Canadá), ler uma cena bem
descrita equivale a vê-la.

O que sua mente faz é trazer
objetos da sua memória que são semelhantes à cena descrita. Isto é como criar
uma espécie de fotografia mental. Portanto, vários processos são
ativados ao mesmo tempo, envolvendo memória, percepção e criatividade.
No final de uma leitura que
contenha várias cenas bem descritas, teremos a capacidade de criar um álbum de
cenas próprio e intransferível. É a sua mente que acomoda todos os elementos, fazendo
uma associação entre o que lê e o que sabe. Isso produz mudanças no cérebro em
termos de percepção e inteligência.
Ler também é viver
Raymond Mar, pesquisador, doutor
em Psicologia pela Universidade de York, vai mais longe. De acordo com estudos
feitos sobre isso, tudo parece indicar que o cérebro não distingue bem
o que lê do que vive. Algo semelhante acontece quando assistimos a um
filme, mas no caso da experiência da leitura, ela é mais íntima e profunda, de
modo que gera mudanças cerebrais mais importantes.

Nossos cérebros se comportam de
uma maneira muito semelhante quando imaginamos uma história e quando a vivemos
na realidade. O Dr. Mar disse que ao ler o que um personagem está
fazendo, em nosso cérebro são ativadas as mesmas áreas que o personagem
precisaria ativar para realizar o que se propunha. Em outras palavras,
vivemos esta leitura como se fôssemos o próprio personagem.
Estas mudanças que acontecem no
cérebro são tão relevantes que podem ser localizadas e identificadas através de
exames de neuroimagem. Por exemplo, quando o personagem anda, em nosso cérebro
são ativadas as áreas motoras relacionadas ao andar. Literalmente vivemos o que
lemos, e tudo graças a um tipo específico de neurônios, os neurônios-espelho.
Sim, aqueles mesmo que, por exemplo, nos fazem imitar um bocejo quando vemos
alguém bocejar, ou os mesmos que fazem um bebê sorrir quando lhe sorrimos.
A leitura e a empatia
Os pesquisadores dão muita ênfase
às mudanças cerebrais induzidas pela leitura sobre a empatia. Primeiro, eles
detectaram que as áreas do cérebro que são usados para ler e compreender as
ações de certos personagens são as mesmas que usamos para entender outras
pessoas. No final, o que se resta no fundo de ambas as experiências é um
processo de comunicação.
Assim, por um lado, vivemos o que
o personagem vive como se fôssemos nós mesmos. Por outro, ao fazer este exercício
também estamos aumentando nossa capacidade de compreender os outros, ao
associar situações e emoções. Conclusão: a leitura é uma maneira de
praticar e enriquecer nossa empatia. Nós alteramos nosso ponto de vista quando
fazemos uma leitura que envolve contar uma história.

O Dr. Mar dá um exemplo concreto
disso. Ele se refere ao caso de uma pessoa com deficiência. Se suas
experiências são narradas com muitos detalhes, e ainda que não tenhamos nenhuma
limitação, chega o momento em que nós entenderemos o que aquela pessoa sente.
Em outras palavras, aprendemos a nos colocar no lugar dos outros.
Estas são apenas algumas das
contribuições que leitura nos traz. São as mudanças cerebrais que acontecem
quando você pega um livro em suas mãos e é capturado por ele. Elas
são dezenas. Uma boa leitura nos transforma positivamente, nos permite
crescer, unir-nos mais profundamente à humanidade e nos tornarmos mais
inteligentes.
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