A quinta Yang é um formoso espaço vinícola, que pertence a duas grandes famílias: a família Miang e a família Yang. Mas, cada uma destas famílias tem diferentes maneiras de fermentar o vinho. Esse facto mantém-se em segredo no seio da família, geração após geração. O segredo só pode ser herdado por uma mulher, por isso, o chefe de cada família é uma mulher, em vez de ser um homem como acontece tradicionalmente.
As duas herdeiras, de cada uma das famílias acima referidas, são amigas desde pequenas e ambas sentem o peso de virem a ser as próximas chefes a darem a conhecer o vinho típico da sua quinta ao mundo. No entanto, as duas herdeiras odeiam vinho e ambas têm um grande desejo: casar com um homem que também não goste de vinho e conseguirem, assim, afastarem-se definitivamente do mundo do vinho. Este ano, elas são obrigadas pelas suas avós a casar e, por isso, elas estão muitas preocupadas em arranjar um marido.
Honzhi Miang, uma das herdeiras, é uma rapariga de dezasseis anos. É simpática e bonita, adora mexericos, consegue falar um dia inteiro com quem for, seja animal ou seja uma pessoa. Quando era pequena, quase se afogou com o cheiro do vinho (álcool), por isso odeia vinho, mas tem um talento para diferenciar os vinhos através do cheiro.
Liangao Yang, outra das herdeiras, é uma rapariga de dezasseis anos, que gosta muito de fingir-se de inocente para atingir os seus objectivos. Quando era pequena, caiu dentro de um pote de vinho, por isso detesta o vinho. Mas, tem um talento para diferenciar os vinhos através do sabor.
Num lindo dia, à porta da Casa de Chá, estava uma multidão a falar de vários assuntos, que segundo Honzhi eram muito interessantes. Assuntos como: quem casou com quem, um rico comprou uma concubina, entre outros. Como ela era muita coscuvilheira juntou-se, imediatamente, à conversa. Entretanto, chegou uma carrinha. Então toda gente começou a tentar adivinhar quem estaria lá dentro. Um moço, tentando conquistar Honzhi, disse-lhe que a pessoa que estava dentro da carrinha não seria, certamente, mais bonita do que ela (isto se a pessoa fosse uma mulher!). Foi assim que começou a aposta, toda a gente apostava que Honzhi era a mais bonita. Honzhi, como não era convencida, apostou que a pessoa que se encontrava na carrinha era mais bonita do que ela. Desta forma, ela foi a única a apostar na pessoa da carrinha. Chegado o momento da verdade, todas as pessoas ficaram admiradas com a beleza da mulher que saiu da carrinha.
“- Ela é muita bonita, não é?”- Perguntou Honzhi à multidão e todos concordaram. Honzhi, que ganhou a aposta, toda contente começou a pôr dinheiro no seu bolsinho. A multidão ficou muito triste.
Honzhi, no entanto, afirmou:
“-Ai…Quem me mandou ser mais feia do que ela! Desperdicei a vossa confiança. Desculpem imenso!”. Ela começou a ficar muito triste (no entanto, essa tristeza não era verdadeira, pois, interiormente, Honzhi estava a rir-se). Como a multidão se apercebeu que ela estava a culpar-se, todos disseram que não fazia mal. Honzhi começou a sair do local discretamente.
Depois de sair do local, Honzhi entrou na Casa de Chá. Arranjou um lugar perfeito para poder observar toda a Casa de Chá, mas não se apercebeu que havia um lugar ocupado por um homem, Shu. Só se apercebeu disso, quando um caroço acertou nele.
Shu, que até achou graça à situação, perguntou à Honzhi:
“- Desculpa, achas que eu sou um caixote do lixo?”
Honzhi ficou logo apaixonada por ele, porque ele era um homem muito bonito e viu que ele bebia chá em vez de vinho, o que não era habitual, pois os homens naquele lugar bebem vinho.
“- Quero casar contigo!”- Afirmou Honzhi. Shu, que via a mulher da carrinha vir na sua direcção, disse-lhe, um pouco sem pensar, que casaria com ela. Honzhi ficou muito contente, pois nunca tinha pensado que seria tão fácil arranjar um marido e ficou de boca aberta. Shu achou-a muita engraçada e colocou-se logo ao seu lado para ser visto pela mulher da carrinha.
“- Shu!”- exclamou a mulher da carrinha, que ficou espantada com a atitude dele, porque como ele era um cavalheiro, nunca lhe tinha passado pela cabeça que pousaria a mão na cintura de uma moça.
Shu afirmou:
“- Estou muito espantado, como é possível encontrarmo-nos no meio de uma multidão desta! Sente-se aqui, senhora Xiaoxiao!” No entanto, ele sabia muito bem que a senhora Xiaoxiao andava a persegui-lo.
Xiaoxiao respondeu:
“- Mas eu ando atrás de si, ainda me lembro de no mês passado...Nós os dois escrevemos poemas em conjunto e…” Enquanto dizia isto, Xiaoxiao, com ajuda da sua escrava, sentou-se na cadeira.
“- Senhora Xiaoxiao, eu já lhe disse que nós somos apenas amigos. Você tem tantos apaixonados, deve ir à procura da sua própria felicidade!”- Aconselhou Shu carinhosamente.
Xiaoxiao começou a verter as lágrimas.
“- Uau! Como consegue chorar tão facilmente? Ensine-me, por favor! Assim, da próxima vez que a minha avó se zangar comigo, ela terá pena de mim e deixará logo de se zangar comigo!” interrompeu Honzhi alegremente.
Xiaoxiao ficou muito chateada, mas fingiu que não, perguntando delicadamente a Shu:
“- Shu, quem é esta senhora?”
“- Eu sou Honzhi Ming!”- Respondeu Honzhi alegremente.
“-A senhora Ming, é...?” - Perguntou Xiaoxiao.
“-Minha noiva! “- Respondeu apressada Shu
As duas mulheres ficaram espantadas. Honzhi ficou muito contente, porque Shu afirmou que eles os dois estavam noivos. Xiaoxiao ficou muita irritada, não queria acreditar que um homem escolhesse uma mulher menos bonita do que ela. Além disso, não queria desistir do Shu. Ao reparar na atitude de Shu, ela ficou muita chateada e fingiu ser simpática, dizendo à Honzhi:
“- Menina Ming, tens onze ou doze anos?! Pareces tão pequena, já sabes beijar uma pessoa….? Ah! Desculpa, não devo dizer-te isso, ainda és tão pequena.”
Shu, ficou irritado com Xiaoxiao que estava a dizer disparates. Ele ia defender Honzhi, mas esta disse:
“- Querido, o que é que a senhora Xiaoxiao está a dizer? Eu acho que não percebi! Será que há uma grande diferença entre mim e ela?”
“-Não diga isso, querida Honzhi! A senhora Xiaoxiao apenas é dois ou três ou quatro ou cinco anos mais velha que tu. Tu podes magoá-la! “- Respondeu Shu parecendo estar apoio à Xiaoxiao mas, na verdade, estava ao lado de Honzhi.
Xiaoxiao ficou pálida e calou-se.
Entretanto, Honzhi e Shu continuaram a tomar o seu chá.
“-Querido, posso comer um poucadinho de pão? Sai hoje de manhã muito cedo, não tive tempo de tomar o pequeno-almoço. “– Disse Honzhi ao Shu.
“- O quê?! Não tomaste o pequeno-almoço e tiveste à conversa este tempo todo! O que fazes tu se ficares doente?” Nem esperou que Honzhi respondesse, Shu pediu logo muitos pratos deliciosos ao empregado da mesa.
“- São todos para mim? Estava a pensar comer só um poucadinho de pão! Estou tão contente, que nem podes imaginar! “– Honzhi, ficou espantada com toda aquela comida. Ela queria comer pouco, para que o seu futuro marido não pensasse que é uma grande comilona e que ia ter possibilidade de “comer” toda a fortuna do seu marido.
Educadamente, Shu perguntou à Xiaoxiao se queria comer com eles.
“-Não, obrigada! Vou para casa, espero que me convidem para vossa festa de casamento! Desejo que sejam felizes para sempre!” - Xiaoxiao respondeu a Shu, desistindo de lutar pelo amor dele, porque reparou que Shu ama Honzhi e ela não quer ser inconveniente. A melhor maneira de amar Shu é deixá-lo ser feliz: desejando que ele tenha uma família feliz, apesar de Honzhi não ter tanto amor por ele como ela. Com ajuda da sua escrava, pouco a pouco, foi-se embora.
Honzhi continuou a falar com Shu.
“-A Xiaoxiao deve estar mesmo muito triste. Apesar dela no início ter-se mostrado muito arrogante, afinal é muita simpática, não achas?”
“- A senhora Xiaoxiao não é má, apenas pretendia atingir o seu objectivo! Ela é uma boa rapariga!” – Respondeu Shu, ao mesmo tempo que pôs um pão de arroz na boca da Honzhi.
Honzhi, cuidadosamente, perguntou a Shu:
“-Gostas de mim? Vais mesmo a casar comigo?”- Honzhi estava a duvidar da promessa do Shu.
“-O amor que eu sinto por ti é para mim uma certeza absoluta! Apesar de nós nos conhecermos há pouco tempo, eu fiquei logo apaixonada por ti. Foi o amor à primeira vista!” – Respondeu Shu carinhosamente.
“- Então podemos casar dentro de uma semana?” – Perguntou Honzhi, com pressa de sair da vida do vinho.
“- Adorava que tu fosses logo a minha mulher, para ninguém poder roubar-te! Quero ir a tua casa para pedir a permissão da tua família!” – Prometeu Shu a Honzhi.
Então, Honzhi deu a morada da sua quinta a Shu e ela disse-lhe que ficaria à espera dele.
De manhã cedo, ouve-se música. É a chegada de Shu, para pedir Honzhi em casamento . Toda a família da Ming saiu de casa e reuniu-se à porta da quinta. Quando a avó da Honzhi soube que Shu queria casar com a sua neta, propôs-lhe dois desafios, com o objectivo de avaliar se ele conseguia ou não ser o marido ideal da futura herdeira de Quinta Ming.
“-Tens de distinguir estas duas pipas de vinho, dizendo o nome de cada vinho e, ao mesmo tempo, dizer quais são as suas características!” – Assim, propôs dois desafios ao Shu e, imediatamente, mandou trazer duas pipas de vinho.
Honzhi ficou preocupada, porque imaginava que Shu desconhecia a arte de beber vinho.
No entretanto, Shu afirmou, provando a primeira pipa:
“-Vinho da Filha! É forte e doce! Quando nasce uma filha, enterram este vinho na quinta. Só é servido, na hora do casamento da filha.” – Honzhi ficou espantada e preocupada: se ele sabe beber vinho, então ela não conseguirá livrar-se da vida do vinho!
Shu continuou a prova, degustando a segunda pipa.
“-Vinho Extremado! Quando entra na boca, sente-se uma frescura, mas quando se engole fica uma sensação de ardor. É um vinho que tem duas sensações diferentes. Que leva ao extremo! É, portanto, um vinho muito difícil de fermentar!” – Shu estava admirado com a capacidade da quinta Ming conseguir produzir este vinho. Honzhi ainda ponderou se casava ou não com Shu. Mas desistiu de pensar nisso, porque ela amava verdadeiramente Shu. Já não importava, se ia conseguir deixar a vida do vinho. Assim, ela decidiu ficar à beira do Shu, apoiando-o sempre.
“- Estás aprovado! Podes casar com a minha neta!” – Disse a avó da Honzhi, que estava muita satisfeita com Shu, porque no final da prova, este não ficou embriagado.
“- Que bom! “ – Toda a gente ficou muito contente.
E assim, começou o casamento.
Na hora do casamento, todos andavam à procura do noivo e da noiva, e ninguém os encontrou, só encontraram um bilhete na mesa.
Esse bilhete dizia o seguinte: " Desculpem a nossa ausência... nós antecipamos a lua de mel! Voltamos quando tivermos a nossa filha para herdar a quinta!" (Honzhi e Shu)
As duas herdeiras, de cada uma das famílias acima referidas, são amigas desde pequenas e ambas sentem o peso de virem a ser as próximas chefes a darem a conhecer o vinho típico da sua quinta ao mundo. No entanto, as duas herdeiras odeiam vinho e ambas têm um grande desejo: casar com um homem que também não goste de vinho e conseguirem, assim, afastarem-se definitivamente do mundo do vinho. Este ano, elas são obrigadas pelas suas avós a casar e, por isso, elas estão muitas preocupadas em arranjar um marido.
Honzhi Miang, uma das herdeiras, é uma rapariga de dezasseis anos. É simpática e bonita, adora mexericos, consegue falar um dia inteiro com quem for, seja animal ou seja uma pessoa. Quando era pequena, quase se afogou com o cheiro do vinho (álcool), por isso odeia vinho, mas tem um talento para diferenciar os vinhos através do cheiro.
Liangao Yang, outra das herdeiras, é uma rapariga de dezasseis anos, que gosta muito de fingir-se de inocente para atingir os seus objectivos. Quando era pequena, caiu dentro de um pote de vinho, por isso detesta o vinho. Mas, tem um talento para diferenciar os vinhos através do sabor.
Num lindo dia, à porta da Casa de Chá, estava uma multidão a falar de vários assuntos, que segundo Honzhi eram muito interessantes. Assuntos como: quem casou com quem, um rico comprou uma concubina, entre outros. Como ela era muita coscuvilheira juntou-se, imediatamente, à conversa. Entretanto, chegou uma carrinha. Então toda gente começou a tentar adivinhar quem estaria lá dentro. Um moço, tentando conquistar Honzhi, disse-lhe que a pessoa que estava dentro da carrinha não seria, certamente, mais bonita do que ela (isto se a pessoa fosse uma mulher!). Foi assim que começou a aposta, toda a gente apostava que Honzhi era a mais bonita. Honzhi, como não era convencida, apostou que a pessoa que se encontrava na carrinha era mais bonita do que ela. Desta forma, ela foi a única a apostar na pessoa da carrinha. Chegado o momento da verdade, todas as pessoas ficaram admiradas com a beleza da mulher que saiu da carrinha.
“- Ela é muita bonita, não é?”- Perguntou Honzhi à multidão e todos concordaram. Honzhi, que ganhou a aposta, toda contente começou a pôr dinheiro no seu bolsinho. A multidão ficou muito triste.
Honzhi, no entanto, afirmou:
“-Ai…Quem me mandou ser mais feia do que ela! Desperdicei a vossa confiança. Desculpem imenso!”. Ela começou a ficar muito triste (no entanto, essa tristeza não era verdadeira, pois, interiormente, Honzhi estava a rir-se). Como a multidão se apercebeu que ela estava a culpar-se, todos disseram que não fazia mal. Honzhi começou a sair do local discretamente.
Depois de sair do local, Honzhi entrou na Casa de Chá. Arranjou um lugar perfeito para poder observar toda a Casa de Chá, mas não se apercebeu que havia um lugar ocupado por um homem, Shu. Só se apercebeu disso, quando um caroço acertou nele.
Shu, que até achou graça à situação, perguntou à Honzhi:
“- Desculpa, achas que eu sou um caixote do lixo?”
Honzhi ficou logo apaixonada por ele, porque ele era um homem muito bonito e viu que ele bebia chá em vez de vinho, o que não era habitual, pois os homens naquele lugar bebem vinho.
“- Quero casar contigo!”- Afirmou Honzhi. Shu, que via a mulher da carrinha vir na sua direcção, disse-lhe, um pouco sem pensar, que casaria com ela. Honzhi ficou muito contente, pois nunca tinha pensado que seria tão fácil arranjar um marido e ficou de boca aberta. Shu achou-a muita engraçada e colocou-se logo ao seu lado para ser visto pela mulher da carrinha.
“- Shu!”- exclamou a mulher da carrinha, que ficou espantada com a atitude dele, porque como ele era um cavalheiro, nunca lhe tinha passado pela cabeça que pousaria a mão na cintura de uma moça.
Shu afirmou:
“- Estou muito espantado, como é possível encontrarmo-nos no meio de uma multidão desta! Sente-se aqui, senhora Xiaoxiao!” No entanto, ele sabia muito bem que a senhora Xiaoxiao andava a persegui-lo.
Xiaoxiao respondeu:
“- Mas eu ando atrás de si, ainda me lembro de no mês passado...Nós os dois escrevemos poemas em conjunto e…” Enquanto dizia isto, Xiaoxiao, com ajuda da sua escrava, sentou-se na cadeira.
“- Senhora Xiaoxiao, eu já lhe disse que nós somos apenas amigos. Você tem tantos apaixonados, deve ir à procura da sua própria felicidade!”- Aconselhou Shu carinhosamente.
Xiaoxiao começou a verter as lágrimas.
“- Uau! Como consegue chorar tão facilmente? Ensine-me, por favor! Assim, da próxima vez que a minha avó se zangar comigo, ela terá pena de mim e deixará logo de se zangar comigo!” interrompeu Honzhi alegremente.
Xiaoxiao ficou muito chateada, mas fingiu que não, perguntando delicadamente a Shu:
“- Shu, quem é esta senhora?”
“- Eu sou Honzhi Ming!”- Respondeu Honzhi alegremente.
“-A senhora Ming, é...?” - Perguntou Xiaoxiao.
“-Minha noiva! “- Respondeu apressada Shu
As duas mulheres ficaram espantadas. Honzhi ficou muito contente, porque Shu afirmou que eles os dois estavam noivos. Xiaoxiao ficou muita irritada, não queria acreditar que um homem escolhesse uma mulher menos bonita do que ela. Além disso, não queria desistir do Shu. Ao reparar na atitude de Shu, ela ficou muita chateada e fingiu ser simpática, dizendo à Honzhi:
“- Menina Ming, tens onze ou doze anos?! Pareces tão pequena, já sabes beijar uma pessoa….? Ah! Desculpa, não devo dizer-te isso, ainda és tão pequena.”
Shu, ficou irritado com Xiaoxiao que estava a dizer disparates. Ele ia defender Honzhi, mas esta disse:
“- Querido, o que é que a senhora Xiaoxiao está a dizer? Eu acho que não percebi! Será que há uma grande diferença entre mim e ela?”
“-Não diga isso, querida Honzhi! A senhora Xiaoxiao apenas é dois ou três ou quatro ou cinco anos mais velha que tu. Tu podes magoá-la! “- Respondeu Shu parecendo estar apoio à Xiaoxiao mas, na verdade, estava ao lado de Honzhi.
Xiaoxiao ficou pálida e calou-se.
Entretanto, Honzhi e Shu continuaram a tomar o seu chá.
“-Querido, posso comer um poucadinho de pão? Sai hoje de manhã muito cedo, não tive tempo de tomar o pequeno-almoço. “– Disse Honzhi ao Shu.
“- O quê?! Não tomaste o pequeno-almoço e tiveste à conversa este tempo todo! O que fazes tu se ficares doente?” Nem esperou que Honzhi respondesse, Shu pediu logo muitos pratos deliciosos ao empregado da mesa.
“- São todos para mim? Estava a pensar comer só um poucadinho de pão! Estou tão contente, que nem podes imaginar! “– Honzhi, ficou espantada com toda aquela comida. Ela queria comer pouco, para que o seu futuro marido não pensasse que é uma grande comilona e que ia ter possibilidade de “comer” toda a fortuna do seu marido.
Educadamente, Shu perguntou à Xiaoxiao se queria comer com eles.
“-Não, obrigada! Vou para casa, espero que me convidem para vossa festa de casamento! Desejo que sejam felizes para sempre!” - Xiaoxiao respondeu a Shu, desistindo de lutar pelo amor dele, porque reparou que Shu ama Honzhi e ela não quer ser inconveniente. A melhor maneira de amar Shu é deixá-lo ser feliz: desejando que ele tenha uma família feliz, apesar de Honzhi não ter tanto amor por ele como ela. Com ajuda da sua escrava, pouco a pouco, foi-se embora.
Honzhi continuou a falar com Shu.
“-A Xiaoxiao deve estar mesmo muito triste. Apesar dela no início ter-se mostrado muito arrogante, afinal é muita simpática, não achas?”
“- A senhora Xiaoxiao não é má, apenas pretendia atingir o seu objectivo! Ela é uma boa rapariga!” – Respondeu Shu, ao mesmo tempo que pôs um pão de arroz na boca da Honzhi.
Honzhi, cuidadosamente, perguntou a Shu:
“-Gostas de mim? Vais mesmo a casar comigo?”- Honzhi estava a duvidar da promessa do Shu.
“-O amor que eu sinto por ti é para mim uma certeza absoluta! Apesar de nós nos conhecermos há pouco tempo, eu fiquei logo apaixonada por ti. Foi o amor à primeira vista!” – Respondeu Shu carinhosamente.
“- Então podemos casar dentro de uma semana?” – Perguntou Honzhi, com pressa de sair da vida do vinho.
“- Adorava que tu fosses logo a minha mulher, para ninguém poder roubar-te! Quero ir a tua casa para pedir a permissão da tua família!” – Prometeu Shu a Honzhi.
Então, Honzhi deu a morada da sua quinta a Shu e ela disse-lhe que ficaria à espera dele.
De manhã cedo, ouve-se música. É a chegada de Shu, para pedir Honzhi em casamento . Toda a família da Ming saiu de casa e reuniu-se à porta da quinta. Quando a avó da Honzhi soube que Shu queria casar com a sua neta, propôs-lhe dois desafios, com o objectivo de avaliar se ele conseguia ou não ser o marido ideal da futura herdeira de Quinta Ming.
“-Tens de distinguir estas duas pipas de vinho, dizendo o nome de cada vinho e, ao mesmo tempo, dizer quais são as suas características!” – Assim, propôs dois desafios ao Shu e, imediatamente, mandou trazer duas pipas de vinho.
Honzhi ficou preocupada, porque imaginava que Shu desconhecia a arte de beber vinho.
No entretanto, Shu afirmou, provando a primeira pipa:
“-Vinho da Filha! É forte e doce! Quando nasce uma filha, enterram este vinho na quinta. Só é servido, na hora do casamento da filha.” – Honzhi ficou espantada e preocupada: se ele sabe beber vinho, então ela não conseguirá livrar-se da vida do vinho!
Shu continuou a prova, degustando a segunda pipa.
“-Vinho Extremado! Quando entra na boca, sente-se uma frescura, mas quando se engole fica uma sensação de ardor. É um vinho que tem duas sensações diferentes. Que leva ao extremo! É, portanto, um vinho muito difícil de fermentar!” – Shu estava admirado com a capacidade da quinta Ming conseguir produzir este vinho. Honzhi ainda ponderou se casava ou não com Shu. Mas desistiu de pensar nisso, porque ela amava verdadeiramente Shu. Já não importava, se ia conseguir deixar a vida do vinho. Assim, ela decidiu ficar à beira do Shu, apoiando-o sempre.
“- Estás aprovado! Podes casar com a minha neta!” – Disse a avó da Honzhi, que estava muita satisfeita com Shu, porque no final da prova, este não ficou embriagado.
“- Que bom! “ – Toda a gente ficou muito contente.
E assim, começou o casamento.
Na hora do casamento, todos andavam à procura do noivo e da noiva, e ninguém os encontrou, só encontraram um bilhete na mesa.
Esse bilhete dizia o seguinte: " Desculpem a nossa ausência... nós antecipamos a lua de mel! Voltamos quando tivermos a nossa filha para herdar a quinta!" (Honzhi e Shu)
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