Era uma vez um rei que tinha dois filhos. Como esse rei já tinha alguma idade estava à espera que a morte lhe batesse à porta. No entanto, enquanto o momento da partida não chegava, tinha um problema para resolver: quem iria suceder-lhe?
Pois não tinha confiança nos seus dois filhos, não sabia qual seria o melhor líder e qual deles iria respeitar a sua memória e dar a vida pelo reino.
Num dia de Verão, o rei decidiu atribuir ao filho mais novo uma tarefa. Para tal, chamou-o aos seus aposentos.
- Filho, tenho uma tarefa para ti. Se quiseres um dia reinar, tens de cumpri-la. - Afirmou o rei.
- Mas pai, eu não posso ser rei porque sou o filho mais novo!
-Olha filho, ao longo dos anos, eu observei o teu irmão mais velho e conclui que o seu único objectivo é enriquecer ainda mais e escravizar os meus súbditos. Mas tu, filho, tu és diferente pois amas tudo o que este reino tem, não pretendes apenas os seus tesouros.
- Está bem pai, mas que tenho eu que fazer para te mostrar que mereço ser rei? - Perguntou ansioso o filho mais novo.
- João, para mostrares que dás a tua vida para este reino, vou atribuir-te uma tarefa difícil. Tens de encontrar o dragão Baraticida e depois mata-lo. Mas há uma dificuldade, ninguém do nosso reino sabe onde se encontra esse dragão. Tens de andar pelas aldeias onde ele foi visto para te darem informações sobre a sua localização.
- Está bem pai, amanhã vou…
Enquanto a conversa entre o rei e o seu filho mais novo estava a decorrer, o filho mais velho, Miguel, escondido nos corredores secretos do palácio, tinha ouvido tudo e decidiu fazer todos os possíveis e impossíveis para evitar que o seu irmão cumprisse a tarefa.
No dia seguinte, João, o filho mais novo, como era um cavalheiro, vestiu a sua armadura, tirou a sua espada e o seu escudo e foi para junto do seu pai. Quando chegou aos aposentos do seu pai, estava lá o seu irmão Miguel:
-Pai, já estou preparado. Agora, queria que me desse um cavalo para eu poder cumprir a minha tarefa - disse o João.
-Vais para onde, querido irmão? Perguntou Miguel com um tom sarcástico.
-Olha filho, ele quer ir encontrar o verdadeiro amor.
- João, podes ir ao estábulo e escolher um cavalo par ti.Boa sorte na tua viagem! Respondeu, deste modo, o rei ao filho.
João partiu e começou a caminhar pelas terras onde tinha sido visto o dragão e, assim, chegou a uma terra chamada Fundila. Como estava com fome, foi à primeira casa que lhe pareceu mais hospitaleira, para pedir um pouco de comida e perguntar se sabiam onde se podia encontrar o dragão Baratinha. Bateu à porta. Surgiu uma mulher de altura média com cabelo cor de ouro, olhos azuis, rosto redondo e pele branca. Imediatamente, João ficou apaixonado por ela. Ajoelhou-se, beijou-lhe a mão delicada e disse:
-Olá, linda menina, desculpa por ter batido à tua porta mas estou no fim das minhas forças, pois não como há vários dias. Queria saber se me podias dar um pedaço de pão para me revitalizar?
- Claro que sim, mas primeiro gostaria de saber qual é o teu nome? Perguntou a bela moça.
- O meu nome é João, e o teu?
- O meu nome é Aura! Agora podes entrar.
João entrou e sentou-se numa cadeira junto à mesa. Aura trouxe-lhe um prato com comida e disse-lhe que se quisesse mantimentos para a sua viagem também lhos podia facultar. João comeu tudo, saboreando cada pedaço de comida como se nunca tivesse comido algo tão delicioso.
Enquanto estava a comer, ele perguntou-lhe se sabia alguma coisa sobre o dragão e ela respondeu:
- Mas tu, um moço tão valente e belo queres arriscar a tua vida para mostrares ao teu pai que és corajoso?
- Eu como sou o filho mais novo e o meu pai deu-me esta oportunidade quero aproveita-la.
- Tu é que sabes o que queres. O meu pai acompanhado por cinco guerreiros, também foi à procura do dragão, que segundo se sabe vive aqui na floresta, a oeste da nossa aldeia. Esse dragão já matou muitas pessoas que iam para a floresta procurar alimentos e madeira. Talvez se partires imediatamentepara a floresta, consigas encontrar o meu pai e os guerreiros. Poderias ajudá-los a matar o dragão.
-Está bem, Aura! Quando eu voltar, queria convidar-te para ires à minha terra. Pois, aí, todos os tesouros estarão a teus pés. Disse João, saindo logo de imediato.
Entrou na floresta e, depois de percorrer a passo rápido uns dois quilómetros, encontrou o pai de Aura, Rafael.
- Quem és tu, estrangeiro? Perguntou Rafael.
- O meu nome é João e sou filho do rei Daniel, que reina sobre o território de Alcunha.
- E que estás a fazer aqui?
- A sua filha Aura mandou-me aqui para vos ajudar a matar o dragão, visto que o meu pai pediu-me também o mesmo, uma vez que o dragão assassinou vários guerreiros nossos. Tenho de levar a sua cabeça para mostrá-la ao meu pai e, assim, posso tornar-me rei.
- Está bem, podes vir lutar connosco. Deixo-te matá-lo e podes ficar com a sua cabeça.
Quando chegaram ao meio da floresta, encontraram o dragão que estava a dormir. Ao tentarem aproximar-se, acordaram-no e ele começou a deitar fogo. Matou os cinco guerreiros e aproximou-se de Rafael, preparando-se para o matar também. Imediatamente, João saltou de cima de uma rocha e cortou-lhe a cabeça, salvando a vida do Rafael.
Como o Rafael ficou ferido, e não podendo assim caminhar, João decidiu levá-lo às costas. Isto implicava muito esforço, pois para além de carregar Rafael também carregava, num saco, a cabeça do dragão.
Já próximos da casa de Rafael, Miguel (o irmão de João), sem que ninguém se apercebesse, tentou atingir o seu irmão com uma seta. Mas felizmente, Rafael, embora fraco, conseguiu proteger João, pondo a sua vida em perigo. Este voltou-se e vendo que era o seu irmão Miguel desembainhou a sua espada e cravou-a no peito do seu irmão.
Rafael, que estava moribundo, disse:
-João, agora que eu estou quase a morrer, por favor, cuida da minha filha e ama-a como se fosse a única mulher do mundo!
-Sim, Rafael, prometo-te que vou cuidá-la e amá-la para sempre.
Depois de ouvir essas palavras, Rafael morreu em paz, porque sabia que alguém ia cuidar da sua filha.
João levou Aura para o seu reino. Quando chegou a sua casa foi muito bem recebido, casou-se com Aura e tornou-se o rei da terra Alcunha. Assim, viveram felizes até morrerem.
Pois não tinha confiança nos seus dois filhos, não sabia qual seria o melhor líder e qual deles iria respeitar a sua memória e dar a vida pelo reino.
Num dia de Verão, o rei decidiu atribuir ao filho mais novo uma tarefa. Para tal, chamou-o aos seus aposentos.
- Filho, tenho uma tarefa para ti. Se quiseres um dia reinar, tens de cumpri-la. - Afirmou o rei.
- Mas pai, eu não posso ser rei porque sou o filho mais novo!
-Olha filho, ao longo dos anos, eu observei o teu irmão mais velho e conclui que o seu único objectivo é enriquecer ainda mais e escravizar os meus súbditos. Mas tu, filho, tu és diferente pois amas tudo o que este reino tem, não pretendes apenas os seus tesouros.
- Está bem pai, mas que tenho eu que fazer para te mostrar que mereço ser rei? - Perguntou ansioso o filho mais novo.
- João, para mostrares que dás a tua vida para este reino, vou atribuir-te uma tarefa difícil. Tens de encontrar o dragão Baraticida e depois mata-lo. Mas há uma dificuldade, ninguém do nosso reino sabe onde se encontra esse dragão. Tens de andar pelas aldeias onde ele foi visto para te darem informações sobre a sua localização.
- Está bem pai, amanhã vou…
Enquanto a conversa entre o rei e o seu filho mais novo estava a decorrer, o filho mais velho, Miguel, escondido nos corredores secretos do palácio, tinha ouvido tudo e decidiu fazer todos os possíveis e impossíveis para evitar que o seu irmão cumprisse a tarefa.
No dia seguinte, João, o filho mais novo, como era um cavalheiro, vestiu a sua armadura, tirou a sua espada e o seu escudo e foi para junto do seu pai. Quando chegou aos aposentos do seu pai, estava lá o seu irmão Miguel:
-Pai, já estou preparado. Agora, queria que me desse um cavalo para eu poder cumprir a minha tarefa - disse o João.
-Vais para onde, querido irmão? Perguntou Miguel com um tom sarcástico.
-Olha filho, ele quer ir encontrar o verdadeiro amor.
- João, podes ir ao estábulo e escolher um cavalo par ti.Boa sorte na tua viagem! Respondeu, deste modo, o rei ao filho.
João partiu e começou a caminhar pelas terras onde tinha sido visto o dragão e, assim, chegou a uma terra chamada Fundila. Como estava com fome, foi à primeira casa que lhe pareceu mais hospitaleira, para pedir um pouco de comida e perguntar se sabiam onde se podia encontrar o dragão Baratinha. Bateu à porta. Surgiu uma mulher de altura média com cabelo cor de ouro, olhos azuis, rosto redondo e pele branca. Imediatamente, João ficou apaixonado por ela. Ajoelhou-se, beijou-lhe a mão delicada e disse:
-Olá, linda menina, desculpa por ter batido à tua porta mas estou no fim das minhas forças, pois não como há vários dias. Queria saber se me podias dar um pedaço de pão para me revitalizar?
- Claro que sim, mas primeiro gostaria de saber qual é o teu nome? Perguntou a bela moça.
- O meu nome é João, e o teu?
- O meu nome é Aura! Agora podes entrar.
João entrou e sentou-se numa cadeira junto à mesa. Aura trouxe-lhe um prato com comida e disse-lhe que se quisesse mantimentos para a sua viagem também lhos podia facultar. João comeu tudo, saboreando cada pedaço de comida como se nunca tivesse comido algo tão delicioso.
Enquanto estava a comer, ele perguntou-lhe se sabia alguma coisa sobre o dragão e ela respondeu:
- Mas tu, um moço tão valente e belo queres arriscar a tua vida para mostrares ao teu pai que és corajoso?
- Eu como sou o filho mais novo e o meu pai deu-me esta oportunidade quero aproveita-la.
- Tu é que sabes o que queres. O meu pai acompanhado por cinco guerreiros, também foi à procura do dragão, que segundo se sabe vive aqui na floresta, a oeste da nossa aldeia. Esse dragão já matou muitas pessoas que iam para a floresta procurar alimentos e madeira. Talvez se partires imediatamentepara a floresta, consigas encontrar o meu pai e os guerreiros. Poderias ajudá-los a matar o dragão.
-Está bem, Aura! Quando eu voltar, queria convidar-te para ires à minha terra. Pois, aí, todos os tesouros estarão a teus pés. Disse João, saindo logo de imediato.
Entrou na floresta e, depois de percorrer a passo rápido uns dois quilómetros, encontrou o pai de Aura, Rafael.
- Quem és tu, estrangeiro? Perguntou Rafael.
- O meu nome é João e sou filho do rei Daniel, que reina sobre o território de Alcunha.
- E que estás a fazer aqui?
- A sua filha Aura mandou-me aqui para vos ajudar a matar o dragão, visto que o meu pai pediu-me também o mesmo, uma vez que o dragão assassinou vários guerreiros nossos. Tenho de levar a sua cabeça para mostrá-la ao meu pai e, assim, posso tornar-me rei.
- Está bem, podes vir lutar connosco. Deixo-te matá-lo e podes ficar com a sua cabeça.
Quando chegaram ao meio da floresta, encontraram o dragão que estava a dormir. Ao tentarem aproximar-se, acordaram-no e ele começou a deitar fogo. Matou os cinco guerreiros e aproximou-se de Rafael, preparando-se para o matar também. Imediatamente, João saltou de cima de uma rocha e cortou-lhe a cabeça, salvando a vida do Rafael.
Como o Rafael ficou ferido, e não podendo assim caminhar, João decidiu levá-lo às costas. Isto implicava muito esforço, pois para além de carregar Rafael também carregava, num saco, a cabeça do dragão.
Já próximos da casa de Rafael, Miguel (o irmão de João), sem que ninguém se apercebesse, tentou atingir o seu irmão com uma seta. Mas felizmente, Rafael, embora fraco, conseguiu proteger João, pondo a sua vida em perigo. Este voltou-se e vendo que era o seu irmão Miguel desembainhou a sua espada e cravou-a no peito do seu irmão.
Rafael, que estava moribundo, disse:
-João, agora que eu estou quase a morrer, por favor, cuida da minha filha e ama-a como se fosse a única mulher do mundo!
-Sim, Rafael, prometo-te que vou cuidá-la e amá-la para sempre.
Depois de ouvir essas palavras, Rafael morreu em paz, porque sabia que alguém ia cuidar da sua filha.
João levou Aura para o seu reino. Quando chegou a sua casa foi muito bem recebido, casou-se com Aura e tornou-se o rei da terra Alcunha. Assim, viveram felizes até morrerem.
Sem comentários:
Enviar um comentário