terça-feira, 18 de maio de 2010

“ Vingança pelo Irmão” por Sergiu Popescu

Era uma vez uma vez um jovem valente que vivia num país onde havia muita injustiça e onde qualquer pobre era considerado um vagabundo, um escravo. Nesse país, esta classe de gente não podia ter sonhos.
Como poderemos ver mais adiante, o José era uma excepção. Ele era uma pessoa ambiciosa, gostava de viver a sua vida em pleno, mas o que lhe faltava para ser mesmo feliz era uma rapariga que gostasse dele e que fosse uma mulher exemplar.
Um dia, ele e seu irmão passeavam pela floresta, quando o seu irmão foi morto por um dos seus inimigos. Imediatamente, ele decidiu vingar o seu irmão. E, para se vingar, disfarça-se de soldado. Decidiu, então, ir à procura das tropas para se juntar a elas.
Caminhando solitário num caminho encontrou uma velha conhecida, que era uma fada amiga da sua família, ela ajudou-o a encontrar o caminho para o palácio, porque só ali se podia encontrar os batalhões do rei. Passado algum tempo, ele conseguiu ser um dos melhores guerreiros daquele palácio. O inimigo de quem ele se queria vingar também era um soldado daquele batalhão, mas José só soube disso quando o reino foi atacado e a pessoa de quem se queria vingar lhe salvou a vida. Mas, o nosso herói não se apercebeu logo disso e continuava pensar que ele era o seu inimigo. No dia seguinte à batalha, quando José estava a rever as suas atitudes e acções, lembrou-se que alguém lhe tinha salvado a vida, só que como o seu salvador tinha o capacete na cabeça, ele não conseguiu ver por completo a cara dele. No entanto, esse capacete deixava a descoberto os olhos. José tentava lembrar-se de alguém que pudesse conhecer e que tivesse aquele olhar. Mas quanto mais pensava nisso, mais confuso ficava e não conseguia reconhecer a pessoa que tinha aquele olhar.
Estava no meio dos seus pensamentos, quando olhou para o lado e viu alguém que lhe era familiar. Eureka! Descobriu, finalmente, que aquele olhar pertencia ao seu salvador, mas ao mesmo tempo José só tinha esta ideia no seu coração: não podia esquecer o dia em que deu um passeio com o seu irmão pela floresta e este foi assassinado. Simultaneamente, ele não conseguia perceber por que razão o seu inimigo lhe tinha salvado a vida….
”José ainda era muito jovem e não compreendia que a vida tem muitos mistérios. Toda a gente tem que pagar pelos seus erros e, se calhar, o seu irmão tinha cometido muitos erros e isso teria as suas consequências”. Desconhecendo isto, José decidiu não se aproximar muito dele, porque pensava que este tinha uma segunda intenção. Não considerou que o facto de ele o ter salvado fosse um acto de generosidade. O inimigo não sabia que ele era o irmão do sua “vítima”e, portanto, achou estranho que o José não tivesse vindo falar com ele para agradecer o salvamento. Julgou que ele não o tinha reconhecido e decidiu ser ele próprio a dirigir-se a ele. Mas, não estava à espera de que ele fosse o irmão da sua “vítima” . Teve assim uma surpresa! Porque m motivo aparente, José agrediu-o e ele teve que se defender. Apesar de José ser um dos melhores guerreiros do batalhão, não era muito experiente e acabou por perder o combate. O seu inimigo convidou-o, mais uma vez para falarem calmamente. José aceitou essa conversa. O seu inimigo explicou-lhe, o que se passou concretamente entre ele e seu irmão. Ele não aceitou logo à primeira. Mas com o desenrolar da conversa, José aceitou a explicação do que aconteceu há uns dias atrás.
Passado algum tempo, eles conseguiram ser os melhores guerreiros do batalhão. Durante uma batalha, José ouviu os gritos de uma donzela que se encontrava em perigo. Como bom guerreiro que ele era, decidiu salva-la. A donzela ficou encantada com a atitude de José. Ficaram, a partir desse dia, amigos. Ela achava-o cavaleiro e honesto e ele sentia uma grande paixão por ela. Assim sendo, José decidiu pedi-la em casamento. Ela aceitou o seu pedido. Finalmente, José encontrou a sua cara-metade, casaram-se e viveram felizes para sempre.

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